Novas formas de fazer negócio: 4 dicas para reinventar sua empresa

Perda de clientes, queda na receita, aumento de inadimplência, dificuldades para pagar os salários, despesas, dívidas. Essas são preocupações constantes, principalmente com a pandemia de COVID-19. Como lidar com essas coisas e manter a empresa funcionando? Em muitos casos, a solução é encontrar novas formas de fazer negócio e se reinventar.

Como as pequenas empresas são afetadas pela crise

As micro e pequenas empresas representam 99% do total registrado no Brasil, de acordo com o Sebrae. São elas as que mais estão sofrendo com a crise e também as que ficam mais vulneráveis à recessão econômica, quando o poder de consumo cai e, consequentemente, as vendas. Alguns setores são mais prejudicados do que outros, mas todos precisam encontrar estratégias para manter o negócio rodando.

Em um primeiro momento, as pequenas empresas sentiram os efeitos das medidas de prevenção para evitar o contágio pelo novo coronavírus e proteger a saúde de todos. O fechamento da maioria dos estabelecimentos e o isolamento social exigiu adaptações e estratégias para manter empregos, pagar as contas e lidar com inadimplência dos clientes, por exemplo. Porém, as ações de emergência podem não ser suficientes para sustentar os negócios a partir da retomada.

Isso porque o cenário já não é mais o mesmo de antes da pandemia. Tudo mudou, e os negócios têm o desafio de se reinventar para passar pela crise. Algumas tendências já ganharam força e é preciso entender o momento para encontrar novas formas de fazer negócio. Confira a seguir algumas dicas.

4 dicas para encontrar novas formas de fazer negócio

1. Dê atenção às mudanças

A pandemia transformou o mundo. Para encontrar novas formas de fazer negócio, a primeira coisa a fazer é acompanhar as mudanças e ficar atento às novas demandas. Assim, é possível aproveitar as oportunidades e adotar outras formas de geração de renda.

As mudanças estão ocorrendo em diversos sentidos: na forma de oferecer o serviço, no comportamento dos consumidores e nas exigências de consumo.

Algumas empresas encontraram soluções rápidas e criativas. Muitos restaurantes, por exemplo, se reorganizaram para fazer entregas. Lojas físicas criaram e-commerces e investiram na divulgação dos produtos pelas redes sociais.

Os consumidores também mudaram o padrão de consumo: passaram a valorizar mais os negócios locais, produtos sustentáveis, práticas éticas e engajadas. Além disso, estão buscando serviços e produtos personalizados, que entreguem exatamente o que eles necessitam. O atendimento rápido pelas redes sociais e WhatsApp, por exemplo, também se tornou uma exigência, assim como formas facilitadas de pagamento.

2. Faça uma análise de mercado

A análise de mercado é sempre importante. No entanto, neste cenário de crise e incertezas, ela é fundamental. Acompanhar as notícias no nicho de mercado que a empresa atua ou pretende atuar pode trazer boas ideias e ajudar a criar novas formas de fazer negócios. Uma dica é utilizar ferramentas gratuitas à disposição na internet para entender melhor o público que você deseja atingir, como os formulários do Google que você poderia enviar por Whatsapp aos conhecidos ou divulgar em suas redes para obter uma amostragem de respostas mais ampla.

Outra dica importante é participar de eventos online, como LIVEs e Webinars, que têm ocorrido agora com mais frequência, para ficar por dentro das discussões e soluções que dão certo, e se inspirar.

Além disso, analisar o contexto de mercado é crucial se a empresa estiver buscando inovar. Alguns setores estão em alta: exercícios em casa, delivery, marmitas, compras online, decoração e construção, facilidades para home office, pets e alimentação são alguns exemplos. Aproveitar a chance para ressignificar os negócios ou colocar os planos em prática pode ser uma boa estratégia.

3. Invista em capacitação

Aprimorar os conhecimentos também é uma forma de encontrar saídas para a crise. Participar de eventos, fazer leituras técnicas e cursos online são algumas formas de se capacitar e se preparar para enfrentar o desafio de remodelar o negócio. Gestão, vendas, inovação, criatividade, tecnologia – todos os temas são relevantes para nutrir e expandir as ideias.

Também vale a pena investir na capacitação dos funcionários. Isso porque o atendimento e a qualidade do serviço têm um grande impacto na experiência dos clientes, e são um diferencial. Com a concorrência acirrada, quem tiver uma equipe bem preparada sairá na frente.

4. Use tecnologia a seu favor

A tecnologia é, com certeza, uma das maiores aliadas na inovação dos negócios. Elas colaboram para otimizar processos, aumentar a produtividade, reduzir custos e oferecer serviços de qualidade para os clientes. Logo, buscar soluções tecnológicas é indispensável neste momento.

Isso vale para softwares e plataformas digitais que automatizam tarefas e fazem análises complexas, para equipamentos de qualidade que oferecem alto desempenho e também para soluções que conferem um uso mais eficiente de energia para redução de custos.

É importante ressaltar que a inteligência artificial é uma das maiores tendências e pode ser aproveitada em diversas áreas, da segurança à análise de dados de consumo. Acelerar a adoção dessas tecnologias pode colaborar para diminuir os impactos da crise.

E então, o que você achou das dicas? Esses são alguns caminhos para encontrar novas formas de fazer negócio e se reinventar.

 

Fonte: https://blog.empreendors.com.br/

Você sabia que é possível abrir uma empresa sem sair de casa?

A burocracia brasileira não é novidade para ninguém. Principalmente, para quem está tentando abrir uma empresa. São necessários uma série de documentos, laudos e autorizações que devem ser estregues em órgãos municipais, estaduais e federais. Porém, tirar um CNPJ ficou mais simples com os avanços da tecnologia. Hoje é possível abrir uma empresa sem sair de casa.

Toda empresa regular precisa de um CNPJ (CADASTRO NACIONAL DE PESSOA JURÍDICA). Esse número único funciona como o registro da empresa na Receita Federal. Ele pode ser explicado como o “CPF do seu negócio”.

Somente com um número de CNPJ a empresa conseguirá emitir notas fiscais, abrir contas em bancos, conseguir empréstimos e contratar funcionários. Além disso, é a partir desse número que a Receita realiza suas fiscalizações, principalmente, em relação aos impostos.

Abrir uma empresa sem sair de casa

Abrir uma empresa não é algo simples. Exige preparação, pesquisa e aporte financeiro. Às vezes, no meio dessa correria, o empreendedor não consegue tempo para ir até a Receita e dar entrada na papelada do CNPJ.

Porém, existe uma solução. O site da Receita Federal disponibiliza o aplicativo Receitanet. Através dele as pessoas interessadas em abrir seu próprio negócio conseguem obter o CNPJ sem precisar ir até o prédio da Receita ou enfrentar filas enormes.

O processo é bem simples. O empreendedor que vai abrir uma empresa precisa de um computador com acesso à internet. Além disso, é necessário ter em mãos toda a documentação exigida para o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica.

Dessa forma, basta seguir esse passo a passo:

1- Acesse o site da Receita Federal e baixe o Receitanet;

2- Instale o programa no computador;

3- Abra o Receitanet e acesse a opção “Cadastro”;

4- Preencha os formulários com as informações necessárias;

5- Depois de preenchido, clique em “Gravar para a Receita Federal Brasileira”;

6- Acesse o menu documentos e confira as informações e os documentos;

7- Quando tudo estiver certo clique na opção “Transmitir via Internet”.

Dicas para abrir uma empresa sem sair de casa

Antes de acessar o programa Receitanet é preciso ter algumas informações em mãos. Dessa forma, o cadastro fica mais fácil.

Primeiro, identifique em qual tipo sua empresa se encaixa. MEI; LTDA ou Sociedade Anônima. O tipo de empresa vai depender da quantidade de sócios e sua relação com o negócio.

Segundo, defina corretamente seu ramo de atividade de acordo com Classificação de Atividades Econômicas. Caso a empresa realize atividades diferentes daquelas cadastradas na Receita, ela poderá ser multada, interditada e, até mesmo, fechada.

Terceiro, tenha todos os documentos em mãos. Para obter um CNPJ serão necessárias algumas documentações como, o Número de Identificação do Registro da Empresa, Contrato Social e Registro na Junta Comercial.

Quarto, mas não menos importante, saiba em qual regime de tributação sua empresa estará inserida. A empresa pode ser cadastrada no Simples Nacional, no Lucro Presumido e no Lucro Real.

Cada regime tributário desse possui seu teto de faturamento e alíquotas de impostos diferentes. Portanto, o regime tributário adequado garante um pagamento justo de impostos.

Mesmo que seja possível abrir uma empresa sem sair de casa, ainda assim, é necessário ter a ajuda de um contador. Somente com uma orientação especializa você conseguirá todos os documentos necessários, além de avaliar corretamente qual o plano tributário ideal para a sua empresa.

A evolução da contabilidade na era digital

O serviço contábil é visto como um trabalho burocrático por muitas pessoas. Muita gente ainda imagina um ambiente parecido com o de repartições, com pessoas engravatadas acumulando papéis com guias para pagar e outros documentos. Não é de hoje que isso mudou. A era digital trouxe muita evolução à contabilidade, e ela não para de acontecer.

Todas as profissões estão presentes no mundo digital e vêm passando por transformações. A contabilidade não é diferente. Um dos responsáveis, no entanto, é o próprio governo, que encabeçou uma série de exigências que fizeram profissionais e escritórios migrarem para a contabilidade online.

As exigências da era digital

A evolução da contabilidade na era digital chegou junto com o SPED. Já ouviu falar? É o Sistema Público de Escrituração Digital, regido pela Receita Federal. Este sistema integra as principais obrigações contábeis das empresas, que antes podia ser feita de forma manual. Ou seja, agora o trabalho é todo digital, inserindo os escritórios neste mundo.

Nota Fiscal Eletrônica, e-Social, Escrituração Fiscal e Contábil, dentre outros serviços são feitos todos dentro do SPED.

Isso acelerou ainda mais outra evolução da contabilidade na era digital: os sistemas para gestão contábil. Cada vez surgem mais alternativas para que escritórios e profissionais possam reunir os dados dos clientes e fazer as operações de forma integrada.

Essas medidas aceleram o trabalho e diminuem a burocracia. A automatização dos processos, trazida pela era digital, permite ao contador cuidar de outras necessidades dos clientes, em áreas mais analíticas e menos operacionais.

Se alguém pensava que o profissional contábil seria posto de lado na era digital, pensava errado. Há apenas o favorecimento aos profissionais que conseguem lidar com mais de uma área da contabilidade, além do básico.

A evolução da contabilidade não pode parar

A era digital fez com que a contabilidade evoluísse também na parte organizacional. O intercâmbio de documentos e dados passou para o mundo virtual, de forma segura e prática.

Dessa forma, a papelada só diminui e o fluxo de dados é muito mais rápido. Plataformas como Google Drive, Google Meet, Trello, Genius Scan, dentre outras, trouxe a melhora evolução no fluxo de informações.

Documentos são salvos em nuvem, podendo ser acessados de qualquer lugar. Da mesma forma, a equipe de contabilidade consegue trocar informações por meio de programas e o cliente ainda pode participar de tudo isso!

Por fim, se a evolução da contabilidade na era digital começou no processamento de dados e tarefas, ela agora incorpora outras novidades.

Uma delas é a inserção do marketing digital, como forma de difundir conhecimento e informação, além de atrair novos clientes que estão no mundo online. A contabilidade percebe cada vez mais que está inserida em um mundo digital e que esse processo é irreversível.

O mundo segue mudando e o trabalho contábil precisa ser aprimorado cada vez mais, para diminuir a burocracia e ser mais ágil, atendendo os anseios dos clientes e a necessidades que o mundo moderno traz.

Se impostos seguem cobrados, empresas seguem abrindo e fechando, então a contabilidade será sempre necessária, evoluindo cada vez mais.

Pessoa física X jurídica: qual a melhor opção?

Uma das grandes dúvidas daqueles que decidem empreender no Brasil é qual a melhor opção: ficar como Pessoa Física (PF) ou transformar-se em Pessoa Jurídica (PJ)?

Para tomar essa decisão, é preciso pensar muito bem para que a escolha seja a melhor para o seu caso. No caso de quem quer começar a empreender pela primeira vez, principalmente, a decisão de ser PF ou PJ deve ser baseada em uma análise bastante aprofundada do custo de oportunidade.

Além disso, tomar a decisão final é algo muito trabalhoso, pois é preciso estudar, ler, entender, aprofundar os conhecimentos, conversar com outras pessoas ou consultores etc.

A decisão depende também de projeções e análises sobre os objetivos do negócio, para que não se corra riscos desnecessários. Uma coisa é certa: escolher ser profissional liberal, empresa ou autônomo não pode ser de uma hora para outra, de maneira impulsiva.

Ser PJ é melhor que ser PF?

A resposta para essa pergunta é: nem sempre. Em primeiro lugar, é necessário que você saiba quais as características principais da Pessoa Jurídica. São elas:

    • A empresa contratante não terá vínculo empregatício com você;
    • É preciso realizar inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ);
    • O PJ precisa emitir Notas Fiscais;
    • Contribuição para INSS e pagamentos de impostos ficam na responsabilidade da PJ;
    • O relacionamento entre PJs (empresas) costuma ser muito mais fácil do que a relação empregado-empregador;
    • O PJ não possui os mesmos direitos que os empregados com carteira assinada possuem (férias remuneradas, 13º salário, etc.);
    • Caso seja contratado, será preciso elaborar um documento que detalhe a relação entre as partes para que se possa ter segurança jurídica.

Características da PF/Autônomo

Assim como anteriormente citamos algumas das características de um PJ, faremos o mesmo com a PF:

    • Não pode haver vínculo empregatício com qualquer empresa;
    • É preciso ser independente para realizar suas funções com total liberdade, e sem pressão de cumprir ordens;
    • Não tem necessidade de uma certificação ou qualificação para realizar as atividades;
    • Não é preciso se cadastrar para ter um CNPJ.

No entanto, a PF tem algumas responsabilidades importantes, que precisam ser levadas em conta. Algumas delas são:

    • Autonomia, tanto financeira quanto profissional;
    • Não fazer a função de um funcionário efetivo;
    • Fazer seus pagamentos de INSS e Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF);
    • Pagar seus carnês;
    • Realizar corretamente a declaração anual de rendimentos.

PJ ou PF?

Conhecendo melhor as características, tanto da Pessoa Física quanto da Jurídica, já abre alguns caminhos para aqueles que estão em dúvida. Assim, é possível verificar com quais delas você irá se adaptar, quais coisas não se deseja abrir mão e quais se adequam melhor aos seus objetivos e a sua natureza do seu trabalho.

Deu para perceber que não se trata mesmo de uma escolha fácil. Muita gente, por exemplo, não gostaria de abrir mão de seus direitos trabalhistas, por exemplo. Isso pode pesar na decisão.

É por isso que insistimos no fato de que para fazer a melhor escolha, é preciso ter ciência do que você realmente quer, quais os objetivos e características, e o que e se adequa melhor a tudo isso.

Nossa contabilidade poderá auxiliar você nesse processo, por favor, entre em contato conosco agora mesmo e conheça nosso trabalho.

Saiba como formalizar uma sociedade na hora de abrir uma empresa

Toda sociedade deve, antes de formalizada, especificar qual será sua natureza jurídica. Tal escolha definirá o tratamento jurídico que a norteará, assim como quais serão as leis cabíveis, se haverá ou não participação de sócios, entre outras especificidades.

Existem empresas que possuem apenas um gestor geral, assim como outras funcionam por meio de uma sociedade. Configura-se como sociedade, um modelo de natureza jurídica em que duas pessoas ou mais se unem para conceber uma empresa.

Existem muitas vantagens em abrir uma empresa em esquema de sociedade. Isso ocorre porque não é uma tarefa simples e contar com sócios é uma forma de amenizar o árduo trabalho que virá pela frente.

Contudo, é preciso escolher com cautela o(s) sócio(s), uma vez que o trabalho exaustivo e os ossos do ofício podem desgastar a relação, se as perspectivas não estiverem bem alinhadas.

Entenda algumas especificidades na hora de abrir uma empresa em sociedade.

Como formalizar uma sociedade na hora de abrir uma empresa?

Primeiramente, é preciso fazer um planejamento societário detalhado para averiguar se é mesmo necessário a presença de um sócio, antes de escolher um. Em caso da necessidade de uma sociedade, o ideal é averiguar através de um planejamento societário meticuloso a escolha do(s) sócio(s), uma vez que abrir uma empresa é uma tarefa que exige grande responsabilidade e comprometimento. Não se trata somente de ter afinidade com o possível sócio, é preciso que os objetivos se alinhem e ter em mente como a possível sociedade pode agregar positivamente aos negócios.

A questão do contrato social é um item crucial para quem irá trabalhar em esquema de sociedade. Tal contrato deve estipular de forma detalhada todas as informações referentes ao negócio. Ou seja, deve ser descrita cautelosamente a responsabilidade de cada sócio, assim como o percentual no que concerne a participação de ambos e como funcionará o esquema de retiradas.

Porém, quando se trata de abrir uma empresa em sociedade, é preciso explorar todas as possibilidades de rentabilidade do negócio. Ou seja, no contrato social deve constar também a divisão em caso de prejuízos se o negócio não decolar. Infelizmente, uma possibilidade que existe, especialmente em tempos de crise.

A sociedade pode ser igualitária ou não, mas tudo deve ser especificado detalhadamente no contrato. Com o contrato social pronto, o próximo passo é registrá-lo no Cartório de Registro ou na Junta Comercial, algo que será definido de acordo com a atividade que será exercida. Para o registro, é necessário que cada sócio esteja munido dos documentos necessários que são: o contrato social da empresa; RG e CPF; Comprovante de residência; Certidão de casamento (se for o caso) e a cópia do IPTU ou indicação fiscal do imóvel.

Os documentos citados são os básicos, mas dependendo da atividade exercida, podem ser necessários outros documentos. Com toda a papelada pronta, será gerado o NIRE (Número de Identificação do Registro de Empresa). Após isso, é precisa acessar o site da Receita Federal e registrar o negócio na forma de contribuinte, o que possibilitará a emissão do CNPJ.

Feito isso, é preciso conseguir todas as licitações, alvarás e outras especificidades que o negócio precisa para ser efetivado. Dessa forma, a sociedade é consolidada.