Conheça as licenças necessárias para abrir uma empresa

Abrir uma empresa é um processo com diversas etapas e procedimentos. Desde a ideia inicial do empreendedor até a concretização do negócio são necessários muitos passos burocráticos. Para que os trâmites ocorram da maneira mais rápida e eficiente é essencial organização e planejamento.

Dentro desse processo de abrir um negócio, as licenças são uma parte importante e que exige planejamento. Na esfera municipal, estadual ou federal, são elas que irão garantir que o empreendimento funcione de maneira regular e dentro das leis. Isso evita multas e problemas ainda maiores no futuro.

Vamos conhecer as principais licenças que você irá precisar providenciar.

Registro na Junta Comercial Estadual

Esse órgão ligado ao Estado é o responsável por efetivar o registro de Contrato Social das empresas. Para que o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) seja emitido, é necessário comparecer à Junta Comercial e requisitar.

Somente após esse requerimento do CNPJ que o NIRE (Número de Identificação de registro de Empresa) é gerado e, então, a empresa passa a existir oficialmente. O custo dessa operação varia entre R$ 50 e R$ 430.

Inscrição Estadual

Partindo, agora, para a esfera estadual, a Inscrição Estadual é a próxima fase após o alvará municipal resolvido. Ela é o registro da sua empresa junto à Secretaria da Fazenda do Estado ou à Receita Federal e o torna um contribuinte do ICMS (Imposto sobre Circulação de Produtos e Serviços).

Essa inscrição gratuita e online, não é necessária a todos os negócios, somente para aqueles que vendam ou realizam transporte e movimentação de mercadorias, que prestam serviços de comunicação e que são distribuidores de energia.

Órgãos de regulação do Estado e Município

Os órgãos de regulação podem exigir licenças específicas de acordo com a natureza de cada negócio a ser iniciado. As exigências levam em conta o risco inerente ao funcionamento da empresa, por exemplo, a legislação de onde ela estará sediada e o ramo de atuação.

Podemos citar o alvará do Corpo de Bombeiros, concedido pela corporação após uma vistoria. Também existe o alvará da Vigilância Sanitária, obrigatório para empresas médicas, alimentícias e afins. Um último exemplo é a licença ambiental, para negócios que envolvam risco de alteração do meio natural, como postos de combustíveis.

Organize-se e busque bons profissionais

Como são várias etapas e muita burocracia até que sua empresa esteja oficialmente operando, o ideal é buscar todas as informações e documentos antes de iniciar o processo. Isso irá garantir que nada falte e que tudo seja seguido fielmente.

Contar com uma boa equipe de contabilidade pode ser o diferencial para ter maior tranquilidade na hora de realizar o seu sonho de abrir uma empresa. Junto com um time cheio de expertise no assunto, o sucesso será apenas a próxima etapa dessa jornada.

A confiança na liderança

Confiar na liderança significa dizer que o grau de satisfação que os colaboradores de uma empresa esta relacionada à confiança depositada pelo seu líder. Podemos avaliar que esta satisfação esta atribuída ao poder formal que os líderes dispõem e que lhes permite atuar, por exemplo, sobre avaliações de performances dos colaboradores, orientações sobre responsabilidades no trabalho, treinamento, entre outros aspectos.

Um aspecto bastante importante é que líderes com características de carisma e de transformação são capazes de construir relacionamentos de confiança com seus seguidores, ainda que a percepção desse atributo pelos colaboradores em suas lideranças possa ser importante para efetividade dos líderes. Diante desta situação, podemos classificar a confiança na liderança em duas perspectivas:

Baseada no relacionamento – é aquela em que lideres e liderados trabalham em bases de confiança, boa vontade e percepção de obrigações mútuas em relacionamentos de alta qualidade caracterizados por atenção e consideração.

Baseada em caráter ou em características – é aquela que implica que os liderados realizam atividades sobre as características dos líderes, como integridade, confiabilidade, justiça e habilidade, as quais influenciam seu comportamento e outras atitudes no trabalho.

Percebemos através das duas perspectivas mencionadas que a confiança é considerada como uma crença ou percepção do seguidor, e não como uma propriedade da relação ou do líder por si.

No que diz respeito a atitudes e intenções, a confiança na liderança pode ser associada com resultados de altos níveis de comprometimento com a organização. O líder tem entre suas responsabilidades, varias obrigações que influenciam os graus de satisfação no trabalho, como avaliação de desempenho, treinamento, orientação e assistência em relação às atribuições.

A confiança pode afetar ainda duas outras variáveis importantes para efetividade da liderança: o comprometimento com as decisões ou as metas colocadas pelo líder e a crença na verdade das informações por ele prestadas.

As características relevantes para a percepção do líder digno de confiança é integridade, justiça, honestidade e competência. Diante desta situação identificamos as fontes da confiança do líder que estas são analisadas através de três categorias como:

Ações e práticas do líder – os liderados adquirem confiança analisando o comportamento e as práticas do líder, através das perspectivas baseadas no relacionamento e no caráter ou características.

Atributos do seguidor – os liderados demonstram grandes variações em termos de extensão em que acreditam nos outros, de maneira geral, ou seja, estão propensos a influenciar a forma de perceber o outro, assim como também a subseqüente relação que se estabelece.

Atributos de relacionamento – os liderados são influenciados pela confiança do líder por sua extensão no tempo, quando uma maior familiaridade e condição de previsibilidade podem contribuir para estabelecer um bom relacionamento.

Entretanto, percebemos que os liderados podem perceber algumas ações do líder como decorrentes de suas características pessoais e intenções e outras ações como reflexo do tipo de relacionamento que tem com o líder.

 

Fonte: https://administradores.com.br/

Existe um momento ideal para iniciar um novo negócio?

Um dos caminhos que atraem muitas pessoas é o empreendedorismo. A sensação de ter um negócio próprio, de colocar no mercado uma ideia, sem precisar se adaptar a estruturas prontas e podendo criar a cultura desejada, é buscada por muitos indivíduos que, dia após dia, abrem novas empresas.

Mas este processo não é simples e depende de muito estudo e preparação. E no meio de tudo isso, surgem várias perguntas. Por exemplo: existe o momento ideal para iniciar um novo negócio?

Para buscar as respostas para esta pergunta, lançaremos algumas ideias nas linhas abaixo, buscando auxiliar os futuros empreendedores a entenderem melhor como agir no momento de dar o passo inicial em sua empresa, potencializando as chances de sucesso e satisfação, pessoal e profissional.

Existe momento ideal para começar?

Primeiramente, é importante destacar que o momento ideal só aparecerá quando o empreendedor estiver pronto. É necessário muito estudo por parte do interessado em abrir o próprio negócio. Não é um movimento simples, exige uma série de conhecimentos, como:

– Finanças;

– Habilidades em relacionamentos interpessoais;

– Marketing;

– Etc.

Ou seja, para começo de conversa, o momento ideal será quando já houver um conhecimento adquirido e um planejamento pronto para ser executado. Lançar uma empresa de forma precipitada já é meio caminho para que o negócio não vá para a frente.

Outro fator relevante é saber a projeção do segmento no qual a empresa deseja se encaixar. Um exemplo: nos últimos anos, a área de alimentação saudável e produtos naturais cresceu bastante.

Ou seja, vive-se uma fase na qual as chances de um negócio do tipo prosperar são maiores do que na década passada.

Por outro lado, citando um exemplo oposto, o mercado de fitas VHS já não é tão aquecido como nas fases pré-DVD, Blu-Ray e streamings. Por isso, não há perspectiva nenhuma de ganhos em abrir uma empresa que traga soluções para isso.

São exemplos extremos, mas que ajudam a entender que o momento ideal também depende da receptividade e do aquecimento do mercado.

Sazonalidade também pode indicar o momento certo

Outro fator que pode ser importante para indicar o momento ideal é a sazonalidade de vendas de determinados segmentos.

Quem quer abrir um negócio de roupas, sabe que festas como o Natal são propícios para subir as margens de lucro. Por isso, a hora ideal de começar é alguns meses antes.

Isso porque, se começar já em dezembro, a marca não tem tempo de ser minimamente conhecida e, assim, perde-se espaço para outras já conhecidas.

Por outro lado, usando alguns meses para se estabilizar no mercado, é possível chegar ao Natal com a capacidade de subir muito as vendas e, assim, garantir um ótimo retorno. Isso vale, em outro exemplo, para uma empresa nova do ramo de chocolates, pensando na Páscoa.

São vários os detalhes importantes que ajudam a indicar a hora de abrir o negócio. Mas, acima de tudo, é preciso preparo e um plano claro de Marketing, investimento etc. Assim, é possível chegar ao sucesso como empreendedor e realizar o sonho de lucrar e fazer a vida com uma ideia própria.

Se precisa de uma assessoria para iniciar sua empresa e não ter dor de cabeça entre em contato conosco, será um prazer te atender!

3 estratégias de vendas que todo empreendedor precisa saber

Vender não é tarefa fácil, não é mesmo? Pensando nisso, preparamos algumas dicas para te ajudar com três estratégias de vendas super importantes. Confira:

Marketing de Relacionamento

Com a competitividade do mercado se acirrando cada vez mais, a esmagadora maioria dos empresários de sucesso já está compreendendo a importância de solidificar um alicerce que diferencie sua marca aos olhos do público consumidor.

Graças a esse cenário, uma estratégia de fidelização da clientela se tornou indispensável: o chamado Marketing de Relacionamento. Você já ouviu falar disso?

Marketing de Relacionamento nada mais é do que um conjunto de táticas para criar uma relação de proximidade com os clientes e com os compradores em potencial.

Para isso, a empresa precisa se tornar uma presença positiva no cotidiano de seu público-alvo. Isso pode ser feito por meio de uma dinâmica inteligente e personalizada de atendimento ao cliente, e pela oferta de benefícios, brindes e exclusividades.

Dessa forma, os fregueses criam uma relação diferenciada com o seu negócio, como se fossem fãs da sua marca. E fãs, é claro, seguem fiéis à sua empresa por um longo tempo.

Para começar a apostar no Marketing de Relacionamento, é muito importante que essa estratégia seja incorporada a todo o processo de vendas do empreendimento.

É essencial que o cliente sinta o diferencial no acolhimento e no carinho com que é recebido desde o primeiro contato, seja por telefone, e-mail ou presencialmente.

Durante todo o fluxo de vendas, é crucial manter o mesmo tom. Para isso, é essencial que todos os colaboradores estejam alinhados com a tática de vendas, e dispostos e vestir a camisa.

Acompanhamento pós-venda

Na esteira do Marketing de Relacionamento, as estratégias de pós-venda são cruciais para fidelizar clientes que já finalizaram uma compra, e não devem ser esquecidos pela equipe de vendas, pois podem retornar e efetuar outras operações se forem acompanhados corretamente.

Isso é feito por meio de esforços para demonstrar que, mesmo após a finalização da compra, sua empresa ainda pode continuar contemplando as necessidades do cliente e solucionando suas dores.

Essa estratégia pode ser colocada em prática por meio da oferta de serviços complementares correlatos, como manutenção, suporte e plantões de dúvidas, por exemplo.

Além disso, também é possível optar por vias mais diretas, como a realização de apresentações, telefonemas e a inclusão público-alvo em ciclos de e-mail marketing, apenas para citar algumas possibilidades.

SPIN selling

SPIN selling é uma estratégia de vendas cujo nome representa um acrônimo:

S, de Situação;

P, de Problema;

I, de Implicação;

N, de Necessidade.

Dentro dessa metodologia, esses quatro pilares representam tudo que um bom vendedor precisa fazer, dentro de seu processo de vendas, para conseguir concretizar um negócio com maior velocidade.

Toda essa jornada de consumo é baseada em estratégias para entender o que seu cliente precisa e oferecer a ele.

Assim, sua empresa pode ficar preparada para vender soluções, conhecendo de antemão exatamente o que o público-alvo quer, aumentando a taxa de sucesso e conversão, além de aumentar o valor do ticket médio de cada aquisição.

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10 tendências de negócios para a pós-pandemia (Parte 2)

5. Conexões mais humanizadas e a família em primeiro lugar

Quem nunca enfrentou uma situação exótica ou engraçada numa reunião virtual? Você está lá falando, e de repente, aparece seu cachorro. Ou do outro lado, aparece uma menininha do lado da sua interlocutora, dizendo: “mamãe?”

Nesta pandemia, cruzamos a linha do que é aceitável ou não em etiqueta profissional. Mas acabamos rindo, nos identificando e nos unindo ainda mais com a situação. Esses momentos íntimos geram conexões mais profundas e significativas entre nós como seres humanos.

Por que não pode ser sempre assim, quer com os colegas, quer com os clientes, com os investidores e com os fornecedores?

Certamente sairemos desta pandemia mais humanizados nas nossas relações e a ética corporativa não aceitará mais a frieza, a impessoalidade, a encenação ou falta de autenticidade.

Empresas que tiveram práticas de responsabilidade social e fizeram investimentos sociais e filantropia empresarial durante a COVID19, de forma autêntica e espontânea, fidelizaram seus clientes e mantiveram-se presente nas comunidades durante a crise por solidariedade. Estas marcas foram cidadãs de fato e criaram conexões humanizadas.

Talvez nunca antes o ser humano e a família tenham sidos tão valorizados como nesta pandemia. Por exemplo, o movimento solidário “Não Demita” contou com a adesão de 4 mil empresas, como Bradesco, Vivo, Boticário e Magalu. Até maio, ele evitou a demissão de 2 milhões de pessoas até maio.

Houve maior solidariedade, humanismo e consciência social – comportamentos que irão se intensificar na pós pandemia.

Diariamente, a solidariedade e filantropia empresarial foi objeto de quadros nos noticiários noturnos da Rede Globo e CNN, relatando as práticas de inúmeras empresas que se empenharam para produzir e doar álcool em gel, máscaras, alimentos e seus próprios produtos para hospitais e comunidades.

“Um dos legados da pandemia é que o futuro do ser humano é o ser humano”, disse Luiz Rasquilha, da Inova Consulting.

6. Mais investimentos em sustentabilidade empresarial

O Planeta nunca esteve tão verde quanto nesta pandemia. As crianças de Nairobi conseguiram finalmente ver o topo do Kilimanjaro no horizonte e tartarugas e golfinhos apareceram nas praias do Rio de Janeiro. Pudemos ver que é possível mudar nossa forma de viver, trabalhar, produzir e consumir. Talvez possamos reverter a crise planetária e investir pesado em energias renováveis.

Segundo Melinda Gates, “A gente tem que fazer mais do que só superar o vírus, para gente se recuperar de verdade desta pandemia, a gente tem que consertar tudo que está quebrado”.

Nas cidades que estão reabrindo, como as da Europa, já se percebe uma preocupação com a remodelação da forma como as pessoas se locomovem, do distanciamento social e dos espaços físicos. Compartilhamento de caronas, bicicleta e scooters tenderão a substituir automóveis em áreas centrais.

Segundo o Credit Suisse, uma das seis megatendências de investimento é “mudanças climáticas – descarbonização da economia”. Muitas empresas, inclusive tradicionais, estão produzindo carnes vegetais e se beneficiando destes investimentos. Estima-se para este ano queda de até 7% na emissão mundial de CO2.

7. Mudanças na logística e flexibilidade na Cadeia de Suprimentos

Com o bloqueio das fronteiras, a questão de transporte impactou dramaticamente a logística global durante a crise.

O padrão de várias décadas de terceirização global da cadeia de suprimentos de diversas empresas ocidentais de fabricar seus insumos e peças originais na Ásia, por razões de barateamento de custos, acabou quebrando inúmeras empresas durante a pandemia por falta de transporte e fechamento de várias empresas. Para prevenir estes riscos no futuro, as empresas e governos deverão ter seus fornecedores mais próximos de casa. Assim, a tendência deverá ser de alocação regional ou nacional de pólos de produção ou planos de maior resiliência operacional.

Por exemplo, na questão de respiradores para a COVID19, o Brasil se mostrou totalmente despreparado para suprir a escassez via produção local. Totalmente dependente de importação de componentes ou de produtos completos da Ásia, acabou perdendo a concorrência internacional para suprir a quantidade que precisava.

8. Glocalização e ruptura no modelo tradicional de manufatura

Estamos falando, portanto, de uma ruptura no modelo tradicional de fábricas centralizadas com mão de obra barata do outro lado do mundo.

O modelo de fábrica pós pandemia é, mais do que nunca, o da Indústria 4.0, onde ela é controlada por softwares que coordenam robôs inteligentes para customizar os pedidos dos clientes e manufaturar, com um sistema de entrega localizado de fornecedores, em pequenas ou médias instalações físicas, o bem desejado.

Em suma, fábricas, manufatura e cadeias de suprimentos exigirão um modelo muito mais resiliente por meio de nearshoring e até onshoring, automação completa e gerenciamento baseado em software.

Tecnologias como Big Data, Computação em nuvem, IoT e Blockchain estão construindo cadeias de suprimento mais resilientes para o futuro, permitindo precisão dos dados e incentivando o compartilhamento de informações. Imagine, por exemplo, um respirador ser produzido num lugar e impresso fisicamente em outro graças a impressão 3D.

Esta tendência foi bem abalizada na entrevista dada pelo renomado sociólogo Jeremy Rifkin, autor de “O Fim dos Empregos” a Revista Telos, em abril: “A globalização acabou, devemos pensar em termos de glocalização. Esta é a crise de nossa civilização, mas não podemos continuar pensando na globalização como hoje, pois são necessárias soluções glocais para desenvolver infraestruturas de energia, comunicação, transporte e logística…”

9. Encasulamento e maior consciência do consumidor

O termo cocooning foi cunhado pela consultora de marketing Faith Popcorn em seu livro “O Relatório Popcorn” (2006), um bestseller com 16 megatendências, que iniciava com a previsão que as pessoas viveriam mais em casa no início deste século. A COVID19 resgatou esta tendência de encasulamento.

As compras nos supermercados de rua e restaurantes desabaram em até dois terços nos grandes centros globais. Agora, que algumas cidades no hemisfério norte estão reabrindo, já se nota algumas tendências nos hábitos dos consumidores. Uma pesquisa feita pela Hunter nos EUA em maio mostrou que 54% dos americanos estão cozinhando mais do que antes da pandemia. Com as pessoas comendo mais em casa, as idas aos restaurantes irão diminuir.

Segundo uma pesquisa da McKinsey feita em maio, o consumidor também passou a repensar seus hábitos de consumo. Dois terços dos consumidores acham mais importante do que antes limitar impactos de mudanças climáticas e cerca de 60% estão fazendo mudanças significativas de estilo de vida para reduzir o impacto no meio ambiente. A pesquisa revela que os consumidores costumam repensar como a sustentabilidade deve ser incorporada a proposta de valor da marca e dos negócios e qual o propósito das empresas em suas decisões.

Ela sugere também o aumento da infidelidade as marcas, sendo que até 40% estão comprando novas marcas. Na Europa, entre consumidores da GenZ e Millenials, 50% estão comprando produtos mais baratos do que antes da crise. As pessoas tenderão a comprar cada vez mais o essencial e não os supérfluos.

A busca por produtos essenciais e de maior necessidade deverá se manter na pós pandemia. O novo normal deverá ser “consumo sem excessos”, expressão usada pela estilista Letícia Gonzaga em entrevista recente ao Correio Braziliense referindo-se ao consumo de moda.

10. Valorização do que realmente importa

A proposta de Greg McKeown, em seu bestseller “Essencialismo: A disciplinada busca por menos” parece ter sido escrita pensando na vida pós pandemia. Uma das coisas que talvez todos concordemos é que o mundo nunca mais será o mesmo depois desta crise.

A COVID19 provocou uma ruptura forçada na humanidade e não nos deu opção. Impôs uma “pausa” no planeta inteiro e fez todos os seres humanos pensarem somente em uma coisa: sua sobrevivência. Revelou nossa fragilidade.

Assim, ela forçou profunda reflexão em CEOs, trabalhadores, cidadãos e políticos. Sobre nosso modo de viver, trabalhar, produzir e consumir.

Em plena quarentena, um fato que parecia normal (a morte de um cidadão negro por um policial nos Estados Unidos) levou milhões de pessoas as ruas por vários dias em dezenas de cidades ao redor do mundo para protestar, mesmo correndo risco de ficarem infectadas. A indignação por falta de respeito ao outro e o antirracismo se espalhou rapidamente, como o vírus. Na pós pandemia, a sociedade aceitará menos o desrespeito e a desigualdade.

Como disse o empresário Nizan Guanaes em recente entrevista para CNN, “Cada um de nós tem que ser um estadista, deixar um pouco pra lá o lado em que a gente acredita para nos ajudarmos como raça humana”. Ele celebra a utopia e a esperança dos novos líderes, como sugere em outro momento.

Segundo a pesquisa da McKinsey, “mudanças profundas em valores e mentalidades estão definindo novos comportamentos”, entre eles: (re)conexões afetivas, consciência ao consumir e planeta e sociedade em primeiro lugar.

Consolida-se abordagens recentes tais como capitalismo consciente, gestão baseada em valores, busca por propósito e sentido nas organizações, que certamente serão valorizados ainda mais nos negócios na pós pandemia.

Provavelmente, muitos estão reunindo suas equipes e reavaliando suas estratégias, valores e comportamento neste momento. Relembrando ou rediscutindo o propósito de suas organizações. Mas uma coisa é certa: depois que esta pandemia passar, enxergaremos o outro com um olhar diferente!

Como propaga o Fórum Econômico Mundial (WEF), a visão de um mundo sustentável, onde além do lucro, as empresas busquem o bem estar social e a preservação do planeta. Ou seja, a visão socioeconômica repensa o modelo capitalista e propõe um modelo de economia circular, baseada em proposito e consciente, na qual o planeta é o centro.

Fonte: https://administradores.com.br/