De empreendedor para investidor: como construir uma relação ganha-ganha

Um dos grandes desafios de quem empreende é entender melhor como funcionam as relações com possíveis investidores. E isso, desde o começo: quando buscar investimento? O que um investidor procura numa potencial empresa a ser investida? O que procurar em um investidor para dar certo? Como abordá-lo? Como deve ser a relação diária nas operações?

Estas são apenas algumas das perguntas que costumam tirar o sono de quem está em busca de um aporte. Mas, recentemente, Fabiana Salles, empreendedora da Gesto, e Patrick Arippol, do fundo DGF, deram algumas respostas valiosas durante uma mentoria coletiva sobre investimento realizada pela Endeavor e pelo Santander para os empreendedores do programa Radar Santander.

Neste artigo, selecionamos alguns dos principais pontos debatidos, para que você entenda melhor como teve início uma bem-sucedida parceria entre investidor e empresa investida.

“Será que você me ajuda?”

Fabiana Salles começou explicando o contexto de seu negócio — a Gesto Saúde e Tecnologia (GST). A empreendedora comentou sobre como sempre quis ser pioneira no desenvolvimento de soluções para auxiliar grandes companhias e operadoras a gerir de maneira eficiente a saúde de funcionários e toda a cadeia envolvida.

Ela contou que, quando pilotou a empresa para o modelo SaaS (software como serviço), começou a receber propostas de aquisição do mercado. Mas não se precipitou: queria respondê-las de forma adequada, então procurou um conselheiro. Já naquele momento ela sabia que não queria vender, mas um investimento poderia contribuir muito para a empresa crescer. “Será que você me ajuda?”, perguntou ela para o “advisor”.

Na mesma época, começou a frequentar eventos — foi quando conheceu o Patrick e a DGF. Descobriu a boa reputação do fundo, mas resolveu aprofundar a pesquisa: conversou com as empresas investidas por eles. Só então escolheu trabalhar com o fundo. E a relação tem sido frutífera: “A DGF agrega bastante valor e agora estamos na fase de buscar uma nova série de investimentos”, contou Fabiana. “O Patrick está ajudando, está fazendo as pontes”.

Equipe fora de série

Já Patrick começou apresentando seu ponto de vista sobre a parceria. Lembrou que o DGF é um fundo de investimento com dois braços: Venture Capital e Growth, e que investe em poucas empresas.

Depois, revelou o que chamou a atenção na Gesto: “Uma experiência profunda sobre os desafios do segmento de saúde e uma equipe fora de série”. De acordo com ele, o processo de se construir uma relação entre investidor e investido está muito calcado nessa troca de experiências.

Hoje, Patrick e o DGF estão muito satisfeitos com o investimento, principalmente por esse caráter de troca. “A gente aprende muito, também. É uma via de duas mãos. A gente quer ajudar nas questões estratégicas, mas nas questões do dia a dia a gente não põe o dedo”.

“Saber que não sabe”

De acordo com Patrick, o principal componente de sucesso dos investidos é uma característica dos sócios fundadores: a honestidade intelectual. “É saber que não sabe”, conta ele.

Por um lado, o empreendedor que tem a tenacidade de rapidamente avaliar uma situação de mercado para entender, antes, se precisa mudar completamente ou mudar um pouco. Por outro lado, “tem gente cujo drive é excessivo, gente que não ouve o mercado”, confidencia o investidor. E, por conta disso, a empresa vira um gargalo, porque o empreendedor está fazendo muito mais do que deveria.

A avaliação do time por parte do investidor

Para Patrick Arippol, a boa e velha analogia com o matrimônio ainda é muito eficaz. “Você está se juntando pra tentar fazer mais do que as pessoas individualmente — e é muito dia de chuva e dia de sol, de felicidade e de tristeza”, revela.

Da parte do fundo, ele compartilha alguns procedimentos: “A gente checa referências, mas não só: a gente se aprofunda e conhece especialmente no contato direto”. Mas nada de acelerar o processo.

O que fazer nos momentos de “chuva”?

Já Fabiana Salles conta sobre os momentos mais delicados da “relação”. Talvez o principal tenha sido a pivotagem para o mercado de corretagem: não foi fácil esperar pelo momento certo.

“Quando a gente fez a primeira captação, eu achava que o mercado de corretagem era muito forte”, conta ela. “Eu era muito questionada sobre os motivos pelos quais não virava uma corretora de seguros”. Alguns dos fundos até vinham e perguntavam a vontade da Fabiana de entrar nesse mercado, mas a resposta era enfática: “nenhuma”.

Patrick, por sua vez, entendeu que não era o momento. Da parte do DGF, não houve pressão, o que foi muito importante para a Gesto. “Fizemos pivot no final do ano passado, trazendo a corretagem. Ampliou muito o mercado, foi no momento certo”. Tem a ver com o “saber que não sabe”, com ouvir o mercado. “Foi um momento delicado, de tensão, mas a relação com o fundo permitiu que passássemos por ele sem grandes problemas, e com ganhos”.

O investidor também precisa saber ouvir

Sobre qual critério de escolha usou na procura pelos fundos, Fabi Salles ecoa Patrick: saber ouvir.

“Para o investidor, também cabe isso: será que ele sabe te ouvir? Ele não está com você no dia dia, ele não está no seu lugar. Então, essa capacidade de ouvir o empreendedor e entender as dores de cada momento é algo fundamental. De minha parte, puxei um pouco da história das empresas investidas para entender como o potencial investidor agiu nos momentos mais difíceis. Tem alguns casos que são desastrosos, mas felizmente eu ouvi mais histórias positivas”.

E qual é o momento certo de vender a empresa?

De acordo com Patrick Arippol, esta é a “pergunta de um milhão de dólares”. Para ele, a questão esbarra na ansiedade de empreendedores, e mesmo de investidores: “Quando fiz a captação da minha startup, eu me frustrei muito, porque os fundos nem tinham entrado e já falavam sobre saída. Achava que tinham um foco excessivo em saída”.

O investidor afirma que são necessárias disposição e paciência para aguardar o momento certo. “Ter a disposição para encarar e estar junto por pelo menos quatro anos para fazer acontecer. É música pros nossos ouvidos quando os empreendedores falam ‘vamos tocar a vida’, mas tem que ter uma reflexão. Os caminhos de saída são principalmente estratégicos, nunca afobados”.

Fonte: https://endeavor.org.br/

A reorganização societária e seu crescimento no mercado empresarial

A reorganização societária consiste na modificação, total ou parcial, da estrutura de uma empresa. Esta prática tem sido adotada por empresários, em momentos de necessidade de renovação ou expansão, com a finalidade de atração de novos clientes e conquista de novos mercados. Essa operação pode transformar o tipo de sociedade de uma empresa, como também a organização e participação dos sócios, remodelando a sua forma e limites de atuação.
Dentre as normas de Direito Empresarial, a reorganização societária está prevista no Código Civil, possibilitando que empresários optem por uma das modificações existentes. A mudança de um tipo societário para outro acarretará na reestruturação interna da empresa, com a escolha de um novo regime tributário, reorganização do quadro de sócios e alteração de capital.
Portanto, a reorganização societária irá atender aos interesses econômicos de sócios ou acionistas, de acordo com as mudanças previstas, que podem ser tanto na seara tributária (enquadramento em um novo regime de tributação), quanto a modificação do porte da companhia. Dessa forma, o instituto da reorganização societária originou-se com o mister de possibilitar a expansão da atuação de empresários e investidores no mercado, redução da carga tributária, reenquadramento em um regime fiscal, proteção patrimonial, entre outras hipóteses.
Logo, para aderir à reorganização societária, é fundamental o planejamento prévio, contendo todos os prós e contras desta prática, para definir se, no caso de uma empresa em específico, essa medida será de fato vantajosa.
O mercado da reorganização societária tem crescido consideravelmente nos últimos anos, e os serviços profissionais de assistência e acompanhamento, durante esse processo, tornaram-se constantemente requisitados, especialmente por empresários com pouca experiência na área corporativa.
Neste artigo, serão descritos os tipos de reorganização societária, previstos na legislação empresarial, e como administradores, advogados, contadores e economistas poderão auxiliar neste processo.
Os tipos de reorganização societária
De acordo com os objetivos principais dos empresários, sócios e investidores, haverá um tipo ideal de reorganização societária, que permitirá essa reestruturação.

Fusão
A fusão consiste na junção de duas ou mais sociedades, que irão se unir e formar uma nova empresa, independentemente das anteriores. Logo, nesta modalidade de reorganização societária, as sociedades fundidas são extintas, e a nova empresa adquire todos os direitos e obrigações advindos desta fusão.
Nota-se, portanto, que na fusão não ocorre a dissolução e liquidação das sociedades fundidas, mas a transferência de patrimônio para a nova empresa, que assumirá todos os créditos e débitos. Para que o processo de fusão seja posto em prática, é imprescindível a prévia aprovação do projeto, por uma assembleia geral.
Após aprovada, será redigido o novo estatuto da empresa e seu contrato social, sendo possível, inclusive, que companhias de diferentes tipos societários se fundam. Dessa forma, o objetivo da fusão é, além da modificação de sua natureza jurídica, a junção de recursos tecnológicos, redução de gastos, expansão das atividades e mercados, e o crescimento econômico.
Cisão
Na cisão, ocorrerá a transferência de patrimônio, em seu todo ou partes, para uma ou mais empresas distintas. Portanto, esse tipo de reorganização societária é subdividido em: cisão total e cisão parcial. A cisão total consiste no processo de transferência da totalidade do patrimônio da empresa cindida, extinguindo-a.
Por sua vez, na cisão parcial ocorre a transferência de apenas parte do patrimônio. Sendo assim, a empresa, que cedeu parte de seu patrimônio, continua a operar normalmente. Nessa modalidade de reorganização societária, a sociedade que receber, no todo ou em parte, o patrimônio da empresa cindida, assumirá todos os direitos e obrigações correspondentes.
A cisão será indicada nos casos de divergência entre sócios ou acionistas, como também nas hipóteses de crescimento indesejado de alguns setores empresariais.

Incorporação
Neste processo, a empresa incorporada é totalmente absorvida por outra, a chamada sociedade incorporadora. Portanto, na incorporação, há a extinção da pessoa jurídica que foi incorporada, e soma-se o patrimônio das duas empresas, que passa a pertencer à sociedade incorporadora.
É possível, inclusive, que mais de uma empresa seja incorporada, sendo necessária a aprovação dos sócios, da companhia que pretende incorporá-las. Na incorporação, há o aumento de capital da sociedade incorporadora, que é correspondente ao valor das ações das empresas incorporadas.
Esse tipo de reorganização societária é indicado para empresários que pretendem expandir suas atividades, tornando-se mais competitivos no mercado, através da potencialização da produtividade.

Transformação
Na transformação, ocorrerá a modificação do tipo societário. A título de exemplo, tem-se a mudança de sociedade limitada para sociedade anônima e vice-versa. Esta espécie de reorganização societária se limita apenas à modificação da constituição do quadro de sócios, e suas respectivas participações na empresa, não importando na dissolução e liquidação da pessoa jurídica transformada.
Importante ressaltar a necessidade de realização do registro destas modificações do tipo societário na Junta Comercial, conforme os requisitos previstos para cada constituição societária. De acordo com o artigo 1.114, do Código Civil, a transformação deverá ser aprovada por todos os sócios, salvo se prevista no ato constitutivo.
O processo de reorganização societária
Dada as vantagens que o processo de reorganização societária proporciona, conforme os objetivos de mercado de empresários e investidores, a nossa contabilidade oferece soluções estratégicas, através da assistência fornecida por seus franqueados.
Contamos com profissionais especializados em reorganização societária, que utilizam-se de ferramentas próprias para proceder com a reestruturação empresarial interna, reduzindo os riscos envolvidos na atividade econômica.
Dessa forma, o cliente é assistido durante todo o processo, por meio de uma equipe qualificada, com ampla experiência em negociações financeiras. Estes serviços garantem, portanto, maior segurança nas operações realizadas, permitindo que o cliente faça a contratação somente após conhecer as soluções apresentadas.
Dentre elas, estão a realização de valuation; captação de recursos; reorganização societária; governança e compliance; proteção de marca; blindagem patrimonial; redução de passivo trabalhista; cobrança de ativos; oportunidades de investimentos; renegociação de dívidas; entre outros serviços.

https://administradores.com.br/

Gerenciamento de notas fiscais: veja 5 dicas incríveis

A gente sabe que além da quantidade gigantesca de documentos fiscais em nosso país, ainda existem diversas burocracias que acabam utilizando muito tempo do seu dia a dia, não é mesmo?
Neste artigo, você vai encontrar dicas preciosas para te ajudar no gerenciamento de notas fiscais eletrônicas, e ainda poder organizar melhor o seu tempo no escritório.
Boa leitura!
Organização de notas fiscais por ano e mês
É de suma importância organizar as notas fiscais por ano e mês, além de separá-las em pastas. Esse processo facilitará na hora de fazer a busca por uma nota fiscal específica.
Faça backup das notas fiscais gerenciamento de notas fiscais
É importante que as notas fiscais estejam salvas em local apropriado. Pense bem: caso a sua máquina seja formatada ou invadida por um vírus, você poderá perder seus arquivos, então para evitar isso, é necessário guardar seus documentos em um HD externo ou na nuvem, enfim seus arquivos ficarão seguros e você terá acesso a eles sempre que precisar.
Separando notas fiscais do passado
Sabe aquelas notas fiscais antigas, de 5 anos atrás ou mais? Você pode criar um arquivo morto para elas, em uma pasta específica, garantindo a organização delas. Desta forma, ficará mais fácil de encontrá-las na hora da fiscalização, caso seja necessário.
Capacite a sua equipe
Uma equipe atualizada e bem treinada é capaz de agilizar os processos com mais rapidez. Defina os responsáveis pela baixa e organização das notas fiscais, lembrando-se: quanto menos pessoas tiverem acesso às notas, menores os riscos de desorganização e aumento de segurança delas.
Adquira um sistema emissor de notas fiscais
Você já sabe a importância da emissão de notas fiscais eletrônicas, não é mesmo? Então conte com a ajuda de um sistema eficaz. Emita notas sem erros de digitação, de maneira rápida e automatizada, com total economia de tempo. Seus colaboradores e clientes vão agradecer!
Viu como é fundamental o gerenciamento de notas fiscais? Ela não precisa ser um problema no seu escritório ou empresa.
Se precisar de mais auxílio no Gerencimento de Notas Fiscais, entre em contato conosco, nós podemos auxiliar.

Fonte: https://administradores.com.br/

Máquina de Talentos: como construir a sua? – Parte 2

Aplicando o Framework da Pirâmide
Nossa estrutura de pirâmide invertida aparece de novo para iniciarmos a montagem da Máquina de Pessoas. Por meio dela, fazemos uma análise do que temos e onde queremos chegar quanto a processos, indicadores, tecnologia, aceleradores e skill set necessários, o que também servirá de base para ajustar sua estrutura organizacional.

1. Processos
Mapeie os fluxos de trabalho e tarefas que estão envolvidas em cada etapa da nossa metodologia, focando sempre no seu ITP.
Por exemplo: na etapa de Awareness, quais são os canais de divulgação de vagas possíveis? Dentre estratégias como inbound, outbound e headhunter, quais serão utilizadas para cada tipo de cargo? Durante as fases de Education e Selection, quais os meios de informar sobre a missão e cultura da empresa e quais os métodos graduais de avaliação? Qual o passo a passo para lidar com candidatos desengajados? E com os eliminados do processo seletivo?
Não se esqueça de usar o Process Model Canvas para documentar suas definições, indicando:
Nome da etapa
Objetivos da etapa
Ações da etapa
Triggers (indício de que o candidato ou colaborador entrou e que saiu daquela etapa)
2. Indicadores
O estilo de metrificar seu sucesso, aqui, é essencialmente igual ao da Máquina de Clientes. Utilizamos as mesmas três dimensões:
Taxa de Conversão (CR): que porcentagem de talentos passam de uma etapa à seguinte;
Tempo (T): o número de dias que leva cada ciclo;
Volume: a quantidade de talentos presente em cada etapa — apesar de relevante, é bastante variável e por isso não estamos considerando esta dimensão em nosso esquema.
Quando otimizamos cada um dos CRs e Ts representados em nosso esquema de forma gradual e em pequena escala, olhando para uma engrenagem da máquina por vez, os incrementos, somados, resultam em um ganho de escala exponencial.
Isso quer dizer que, para dobrar de tamanho ao final de um ano, podemos focar em melhorar de 12% a 13% cada uma das 6 etapas da sua máquina (Awareness, Education, Selection, Onboarding, Ramp-up e Growth).
Ao melhorar 13% seis vezes, por exemplo, temos 1,13 elevado à sexta potência, que é igual a 2,08.
E aumentar sua taxa de conversão e reduzir o tempo dela em 13% parece mais simples que dobrar de tamanho em um ano, não?
Além disso, outros indicadores gerais de sustentabilidade devem estar no radar. Entre eles, o turnover e o faturamento da empresa dividido pelo número de colaboradores, assim como benchmarks comparativos de mercado, ajudam a manter a saúde financeira da sua máquina.
3. Tecnologia
Nesta etapa, você deve escolher a tecnologia que servirá às seguintes funções, em ordem de prioridade:
Permitir o tracking de processos para conseguir monitorar indicadores
Melhoria de performance dos colaboradores
Automatizar processos
Por exemplo, na etapa de Awareness, podemos utilizar ferramentas como LinkedIn Recruiter, Catho, Wall Jobs e Infojobs, entre outras HR techs que tenham o objetivo de facilitar a divulgação de vagas e os esforços de employer branding da companhia.
Em Education e Selection, plataformas variadas, entre elas a Gupy e a Kenoby, ajudam a organizar seu processo de recrutamento em etapas, monitorar candidaturas e organizar a documentação de cada uma, utilizar inteligência artificial para otimizar a triagem, automatizar o fluxo de ligações e e-mails, além de outros detalhes que permitem uma gestão mais data driven — que é essencial para o bom funcionamento da máquina.
Já em Onboarding, Ramp-up e Growth, temos plataformas como a Qulture.Rocks, a Appus e outras, que dão suporte à definição de OKRs, avaliações de desempenho, processos de feedback, acompanhamento do desenvolvimento dos colaboradores, pesquisas internas, entre outras análises relevantes para a adaptação e crescimento dos colaboradores.
4. Aceleradores
Os aceleradores são as ferramentas que você e seu time utilizarão em determinados momentos do processo para torná-lo mais eficiente, e elas também devem ser divididas por etapas.
Em Awareness e Education, por exemplo, podemos usar vídeos institucionais, vídeos mostrando o dia a dia na empresa, declaração do CEO, depoimentos de colaboradores, papers sobre a cultura da empresa e mais.
Em Selection, uma ideia é ter prontos formulários e dinâmicas para otimizar testes e avaliações, scorecards, templates de e-mails ou de ligações, além de outros materiais.
Para Onboarding, cabe ter treinamentos pré-preparados, ou apresentações sobre a empresa.
Enquanto isso, em Impact e Growth, você pode ter scripts para falar sobre crescimento profissional, templates de 1-a-1 para gestores, documentos de feedback e avaliação padronizados, bem como materiais explicativos para conduzir esses processos.
5. Skill set
Da mesma forma que diferentes etapas da Máquina de Clientes exigem habilidades e especializações diferentes, essa segmentação também facilita a escala dos times para a Máquina de Pessoas.
Em vez de um BDR (Business Development Representative), como seria na de clientes, passamos a ter uma pessoa responsável por divulgação de vagas, na etapa de Awareness — alguém com conhecimentos de marketing e facilidade para realizar parcerias.
Em Education e Selection, precisamos de gente com boa percepção e olhar analítico; recrutadores que irão conduzir o processo seletivo com os líderes técnicos das áreas com oportunidades abertas.
Em Onboarding, alguém com boa comunicação e alta motivação para cuidar da experiência dos novos colaboradores, engajá-los e fidelizá-los. Em Ramp-up e Growth, um responsável com perfil de coach, que facilite caminhos para o desenvolvimento de cada funcionário.
6. Estrutura Organizacional
Assim como na Máquina de Clientes, também podemos montar nosso time de Gente com base em estruturas ágeis, em particular nos PODs: unidades independentes, compostas por colaboradores especializados em uma parte da jornada do talento e que têm uma performance consistente ao mirar em um alvo ou etapa particular.
Na Máquina de Pessoas, um desenho que funciona bem aqui na Direct.One é o seguinte:
Talent development rep
Recrutadores
Talent Experience (como se fosse um CS)
Coach (pode ser seu líder)
Com essa estrutura e responsabilidades bem definidas, um POD consegue dar conta de aproximadamente 8 a 10 novas contratações por mês. Isso se traduz em até 120 novos colaboradores em um ano, que, lembre-se, devem ter suas jornadas acompanhadas de perto, inclusive em uma eventual promoção ou demissão.
Fine-tuning
Não podemos esquecer nunca de uma máquina precisa de óleo em suas engrenagens. O fine-tuning é essa checagem constante, em um ciclo PDCA, mirando nos dados, para avaliar pontos que merecem atenção e gerar melhorias contínuas.
Nesse processo, o output de uma fase é o input da próxima. A conversão baixa em uma das etapas pode prejudicar toda a performance da sua Máquina de Pessoas — e ela é a base para as outras máquinas que compõem sua empresa.
Um empreendedor contrata pessoas, essas pessoas criam bons processos e esses processos permitem a escala do produto. Não há outra ordem possível; o crescimento do seu negócio depende dos seus colaboradores, assim como eles devem crescer no ritmo do seu negócio.
Fonte: https://endeavor.org.br/

Máquina de Talentos: como construir a sua? – Parte 1

Não há clientes mais importantes que seus colaboradores. Do recrutamento à remuneração, entenda como criar processos para escalar os talentos do seu negócio.
Você tem uma demanda de habilidade na sua empresa. Você abre a vaga, chovem candidatos qualificados, você seleciona um, ele começa a trabalhar e supera todas as suas expectativas.
E então você acorda, porque convenhamos, seria um sonho se fosse tão simples.
O mercado está aquecido e a concorrência não perdoa — há muita oferta de trabalho e é preciso competir com empresas grandes e pequenas, brasileiras e internacionais, pelos melhores talentos. O processo de encontrar, contratar e desenvolver um colaborador hoje se parece mais a um processo de vendas. Só que, em vez de um produto, vendemos um sonho; em vez de investirem dinheiro, eles investem o que eles têm de mais precioso: tempo.
Aqui na Direct.One, conseguimos um excelente ganho de escala ao criar nossa Máquina de Clientes, mas percebemos que perderíamos em potência se não tivéssemos estruturas equivalentes para construir times capazes de acompanhar esse crescimento.
Quando começamos a ver que muitas das barreiras criadas pela própria equipe eram relacionadas à falta de gente, passamos a nos aprofundar no novo cenário de talentos, estudando formas de solucionar esse desafio.
Foi quando começamos a desenvolver, nos mesmos moldes da Máquina de Clientes, nossa Máquina de Pessoas. E a metodologia Scale-X se encaixou como uma luva no nosso propósito de fazer nossos times crescerem, em todos os sentidos. Afinal, não há cliente mais importante que seu colaborador.
Mais uma ampulheta
Na Máquina de Clientes, vimos que não basta trazer os clientes certos. É preciso mantê-los, ajudá-los a crescer, e investir em todo o trabalho de pós-vendas e Customer Success com a mesma intensidade, em um processo de ampulheta — aquela que substitui o funil e dá igual atenção ao Landing e ao Expanding.
Pois o caminho de construção de um time também é uma venda: você vende seu sonho, engaja candidatos para que doem seu tempo e esforço e, uma vez selecionados, trabalha em retenção e treinamento para que eles evoluam com a empresa.
Nesse caso, o Landing consiste em recrutamento e seleção, enquanto o Expanding foca em engajamento e desenvolvimento.

Da mesma forma que a primeira ampulheta introduzida, a Máquina de Pessoas também é composta por 6 etapas:
Awareness (Reconhecimento): É onde ocorre a divulgação das vagas, o esforço de employer branding, e onde prospects ganham ciência do que a empresa pode oferecer a eles, sendo convencidos a se tornarem candidatos.
Education (Educação): Eles passam a entender melhor o que a companhia faz e a acreditar na missão, avançando na triagem até serem confirmados como candidatos qualificados.
Selection (Seleção): Aumenta a vontade de trabalhar para a empresa — candidatos qualificados torcem para serem escolhidos e passam por avaliações adicionais até serem finalmente selecionados.
Onboarding: Esse é o momento de alinhar as expectativas, ambientá-lo ao modo de trabalho e colocá-lo em sintonia com o resto do time.
Ramp-up (Adaptação): Sabe-se que o potencial do colaborador é alto, mas é chegada a hora de vê-lo em ação. Após aproximadamente 3 meses de experiência, é possível definir se a escolha foi acertada ou não.
Growth (Crescimento): Temos o colaborador que aqui chamamos de #OWNER: integrado, com cabeça de dono e preparado para crescer enquanto agrega ainda mais valor à empresa. É preciso investir em seu desenvolvimento pessoal e profissional para aumentar seu #TLTV — Talent Lifetime Value.
E novamente, no esquema, somos guiados pelo pensamento do cliente — ou melhor, talento. Para definir o perfil ideal que ele deve ter, ou seu Ideal Talent Profile (ITP), o processo também não é muito diferente da construção do seu Ideal Customer Profile.
O Perfil do Talento Ideal é o que vai conduzir decisões sobre o que fazer em cada uma das 6 etapas listadas. Ele deve agregar uma série de valores, comportamentos, habilidades, backgrounds e outros critérios desejados para cada tipo de vaga.
As soft skills que compõem o ITP são as mesmas para toda empresa, o que muda são as hard skills exigidas por cada vaga.
Para desenhar esse perfil, primeiro é preciso analisar sua própria cultura, os padrões encontrados entre seus colaboradores de maior performance, e separá-los por área e nível de senioridade.
Fazendo uma comparação, portanto, uma contratação de líderes mais sênior é equivalente a uma venda para clientes Enterprise, enquanto coordenadores podem ser equivalentes a clientes middle market, e analistas e outros cargos mais juniores a pequenas e médias empresas. Essas camadas podem ser cruzadas com padrões de habilidades mais técnicas ou comerciais e, dessa forma, você tem perfis distintos de colaboradores para os quais o processo pode ser customizado, cada um com um playbook diferente.
Gostou? Na próxima semana continuaremos com as dicas de como turbinar sua máquina de talentos.

Fonte: https://endeavor.org.br/