Como montar um serviço de frete e transporte de pequenas cargas em Salvador


Apresentação

Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender

O transporte de carga se configura como um serviço fundamental que contribui para todos os demais setores da economia. Sem transportes, produtos não chegariam às mãos dos consumidores, indústrias não produziriam e fornecedores não entregariam.

O serviço de transporte de pequenas cargas e fretes é aquele realizado por meio de veículos de pequeno porte, como motos, utilitários e pequenos caminhões. Geralmente operando com transporte de cargas fracionadas, esse tipo de serviço pode ser utilizado para o transporte de mercadorias dos mais diversos tipos, sejam elas perecíveis ou de grande valor agregado.

Normalmente, sobretudo no início das atividades do novo negócio, é comum o frete e transporte ocorrer dentro do perímetro urbano das cidades. Neste contexto, para cargas urbanas, o principal diferencial passa a ser a rapidez da entrega e a segurança do transporte, garantindo assim a integridade dos bens transportados.

De fato, as transportadoras que movimentam cargas fracionadas, ou seja, mercadorias divididas em pequenas quantidades, se diferenciam das demais empresas do setor pelo baixo volume transportado, distâncias percorridas variadas e rapidez na entrega.

Desta forma, mais do que uma simples oportunidade de negócio em Salvador, o frete e transporte de pequenas cargas é um serviço estratégico que contribui para integralizar os demais setores, influenciando diretamente a segurança e a qualidade de vida, além de contribuir substancialmente para o desenvolvimento econômico do país.

Mercado

De acordo com dados de 2010 do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Carga (RNTRC) da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), existem no país perto de 150 mil empresas de transporte rodoviário de carga. Segundo o Cadastro Central de Empresas do IBGE, até 2005 o número de microempresas do ramo correspondia a 92%, enquanto as empresas de pequeno porte representavam apenas 7% do total.

A oferta de serviços com pouca diferenciação e distribuída por um grande número de empresas de micro e pequeno porte, resulta em um mercado desconcentrado, fato que favorece a entrada de novas empresas no setor. De fato, esse mercado se caracteriza por apresentar poucas barreiras à entrada de novas empresas, exigindo basicamente do prestador do serviço um veículo adequado para realizar o transporte da carga, os registros necessários e carteira de habilitação específica para o tipo de veículo e carga transportada.

Esse setor também é composto, em grande parte, por profissionais autônomos, que devem ser registrados junto a ANTT (Associação Nacional de Transportes Terrestres) e outros que operam por meio de cooperativas. Muitos transportadores rodoviários de carga também operam informalmente.

A última pesquisa sobre economia informal urbana do IBGE (2003) apontava que o setor era composto por cerca de 80% de empresas informais. O mercado consumidor de uma empresa que faz o transporte de pequenas cargas e fretes é diversificado. Os principais clientes desse setor são pessoas físicas e jurídicas que desejam fazer mudanças residenciais ou transportes comerciais. Também se configuram como clientes, empresas do setor varejista, distribuidores, indústrias de autopeças, confecção, pneus, farmacêuticas, cosméticos, materiais de construção, entre outras que não possuem veículos próprios para essa tarefa e/ou necessitam fazer entregas localizadas e com mais rapidez.

A logística de cargas fracionadas nos últimos anos passou por uma grande e súbita reestruturação em face às novas exigências do mercado e da economia, como o desenvolvimento do e-commerce, e a fragmentação dos estoques.

Estes fatores têm estimulado as empresas de transportes de encomendas e cargas fracionadas a empregarem novas tecnologias, readequar seus custos, e com base nestes critérios, praticar uma minuciosa segmentação do mercado de prestação de serviços de transportes de cargas fracionadas para o varejo, ou mesmo, para segmentos industriais e organizacionais, bem como se utilizar com mais intensidade das aplicações do marketing de serviços orientados para os canais de distribuição e cadeias de suprimentos.

Geralmente, as transportadoras que movimentam cargas fracionadas apresentam um aumento de movimentação significativo no período de outubro a novembro, em função das festas de final de ano. Também é importante ressaltar que a concorrência nesse setor é acirrada, fato que permite às empresas definirem seus preços, baseadas em aspectos de segurança e agilidade, facilitando assim o processo de negociação entre cliente e empresa.

Contudo, o transporte de carga, segundo o IBGE, tem crescido consistentemente nos últimos anos, tanto em volume de cargas quanto em faturamento das empresas. Esse bom desempenho se explica pela recente expansão da safra agrícola, o aumento da produção industrial e investimentos na construção civil, além do crescimento do mercado varejista.

Nesse mercado existem transportadores sem o registro legal, acirrando a concorrência, de forma desleal.

Localização

A localização ideal para a instalação de uma empresa do segmento de fretes e transporte de pequenas cargas é fundamental para o seu sucesso, partindo da premissa de que se deve procurar um local que alie facilidade de identificação da empresa pelos clientes e rápidos deslocamentos para as várias rotas possíveis.

Antes de realizar essa escolha, as empresas devem identificar seus potenciais clientes, as principais rotas a serem percorridas, o número de entregas a serem realizadas para, a partir de então, definir o local mais adequado para a sua sede.

É recomendável que a empresa se instale próximo aos pontos de demanda ou se posicione estrategicamente em relação à zona de mercado onde o serviço será oferecido.

Em alguns casos, dependendo da atratividade do mercado, se torna necessária a existência de mais de uma sede, para evitar que o tempo e os custos relacionados com a prestação do serviço não se tornem fatores limitadores para o sucesso do negócio. Além disto, o local escolhido deve fornecer toda a infraestrutura necessária para atender às necessidades de operação que uma transportadora exige, como facilidade de acesso para os veículos, existência de transporte coletivo para que funcionários possam se deslocar, estacionamento, e ainda possibilitar futuras expansões do negócio.

É importante verificar também se o imóvel pretendido se encontra em situação legal junto à prefeitura ou órgãos que possam interferir no andamento normal de suas atividades. Deve ser observado, ainda se as atividades a serem desenvolvidas no local respeitam o plano diretor e a lei de zoneamento do município e verificar o que determina a legislação local à cerca do licenciamento de placas de identificação.

Exigências Legais e Específicas

O empreendedor de uma empresa de fretes e transporte de pequenas cargas deverá cumprir algumas exigências iniciais e somente poderá se estabelecer depois de cumpridas, quais sejam:

Registro da empresa nos seguintes órgãos:• Junta Comercial;• Secretaria da Receita Federal (CNPJ);• Secretaria Estadual de Fazenda;• Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento;• Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (empresa ficará obrigada a recolher por ocasião da constituição e até o dia 31 de janeiro de cada ano, a Contribuição Sindical Patronal);• Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”;• Corpo de Bombeiros Militar.

Visita à prefeitura da cidade em que pretende montar a sua empresa de frete e transporte de pequenas cargas para fazer a consulta de local e emissão das certidões de Uso do Solo e Número Oficial. Algumas prefeituras disponibilizam esse serviço via internet, o que agiliza sobremaneira esse tipo de consulta.

Passo seguinte para a formalização da empresa:

• Após a liberação do contrato social devidamente registrado na Junta Comercial de seu Estado, do CNPJ e da inscrição estadual, também, deve-se providenciar o registro da empresa na Prefeitura Municipal para requerer o Alvará Municipal de Funcionamento.• Antes de iniciar a produção o empreendedor deverá obter o alvará de licença sanitária. Para obter essa licença o estabelecimento deve estar adequado às exigências do Código Sanitário (especificações legais sobre as condições físicas).• O empreendedor deverá atentar que em âmbito federal a fiscalização cabe a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA -, já em âmbito estadual e municipal fica a cargo da Secretaria Estadual de Saúde e Secretaria Municipal de Saúde, respectivamente.

O instrumento legal que institui o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Carga é a Lei 10.233, Arts. 14-A e 26, item IV e a Resolução nº 1737/2006, da ANTT, que determina que o exercício da atividade de transporte rodoviário de carga, por conta de terceiros e mediante remuneração, depende de prévio registro do transportador no RNTRC, administrado pela ANTT.

Vale ressaltar que o exercício da atividade de transporte de carga própria independe de registro no RNTRC. O Transporte de Carga Própria é identificado quando a Nota Fiscal dos produtos tem como emitente ou destinatário a empresa, entidade ou indivíduo proprietário ou arrendatário do veículo. No caso de pessoa jurídica, ou seja, empresa ou cooperativa de transporte de carga, a documentação necessária para realizar o registro é a seguinte: • Razão social e responsável legal;• Nº inscrição CNPJ/MF;• Nº inscrição estadual;• Nº registro do Contrato Social na Junta Comercial – ETC; ou• Nº registro do contrato no Cartório de Títulos – CTC;• Nº Alvará de funcionamento;• Endereço completo da matriz;• Principal área de atuação;• Relação das filiais;• Área total de armazenagem (matriz e filiais);• Relação dos veículos (s) próprios e arrendados, indicando o número do RENAVAM, placa/estado, marca, ano de fabricação, tipo de veículo, nº de eixos, tipo de carroceria, CMT e capacidade de carga e cópia do CRLV.

No caso de profissionais autônomos, a documentação necessária para realizar o registro é:• Nome completo;• Nº do documento de identidade;• Nº inscrição no CPF/MF;• Nº inscrição de autônomo no INSS;• Endereço completo;• Principal área de atuação;• Dados do veículo próprio e dos arrendados, indicando o número do RENAVAM, placa/Estado, marca, ano de fabricação, tipo de veículo, nº de eixos, tipo de carroceria, CMT e capacidade de carga e cópia do CRLV. A solicitação de registro é feita junto a Sede da ANTT, em Brasília, onde maiores informações podem ser obtidas.

É importante ressaltar que ainda não existem normas para o transporte de cargas em motos, pois este tipo de transporte de cargas ainda não tem uma legislação específica.

Estrutura

O tamanho da estrutura física varia de empresa para empresa, é necessário considerar alguns aspectos que podem ser úteis para a operacionalização das atividades da transportadora de pequenas cargas.

O empreendimento necessita de um escritório dotado de infraestrutura para a venda de seus serviços, equipados com telefone, fax e móveis adequados. Deve possuir ainda local amplo e garagens para estacionar os veículos utilizados nos serviços de transporte com segurança, e ainda possuir espaço para higienização e manutenção preventiva e corretiva, quando esses serviços não forem terceirizados. O local onde os veículos circulam deve ser planejado para que as pessoas e veículos possam transitar sem acidentes e livres de obstáculos.

Também é importante que o empresário forneça boas condições de trabalho aos seus colaboradores, fato este que se reflete positivamente na satisfação e produtividade.

No início das atividades, sugere-se que o empreendedor faça uso de uma estrutura alugada, no intuito de reduzir os investimentos iniciais na operacionalização do novo negócio.

Pessoal

O quadro de pessoal irá variar de acordo com o tamanho do empreendimento e a capacidade de transporte de cargas.

Mas, deve-se, no mínimo contar, com um quadro com 8 (oito) empregados sendo:• 1 (um) empregado para atuar na recepção e atendimento de solicitações de serviço via telefone, coordenando a ordem e montando rotas de entregas, visando dinamizar o processo de atendimento dos clientes e procurando atender satisfatoriamente às suas expectativas;• 6 (seis) empregados para a área de transportes, sendo que dois podem atuar como carregadores e quatro como motoristas para entregas em motos ou também em pequenos veículos, para o caso de entregas maiores que não são suportadas nas motos;• 1 (um) empregado para a manutenção e serviços gerais.

O transporte de pequenas cargas é realizado, geralmente, por profissionais com baixo nível de escolaridade, não exigindo a contratação de pessoas com alto nível de especialização.

No entanto, o empresário deve se atentar ao fato que a qualidade de atendimento e forma de trato com clientes são diferenciais importantes em qualquer tipo de negócio, sobretudo naqueles que há um contato direto com o cliente final. Assim, é importante que o empreendedor invista na qualificação de seus funcionários, com a finalidade de criar uma consciência voltada para a segurança e prevenção de acidentes no trânsito, cumprimento de horários, cuidados com os veículos e atendimento ao cliente.

É fundamental que o profissional responsável pela direção do veículo tenha carteira de habilitação adequada para o tipo de veículo e carga transportada. Informações mais detalhadas podem ser obtidas junto ao DETRAN de seu Estado.

Também é recomendável algum conhecimento do mercado de atuação no que se refere à localização dos clientes e logradouros.

Nesse segmento, a necessidade de contratação de mão de obra cresce de acordo com o aumento da procura. Por isso, o empreendedor deve estar preparado para atender aos picos de demanda, pois em determinadas épocas do ano ou em determinadas horas do dia a demanda aumenta consideravelmente. Nestes casos, sugere-se que o empresário mantenha um cadastro de profissionais autônomos que possam ser contratados nestes períodos, evitando assim custo alto com a manutenção de quadro fixo de funcionários. Independentemente do posto que o proprietário do negócio for ocupar salienta-se que será muito importante a sua supervisão em todas as operações da empresa, principalmente na gestão administrativo-financeira da empresa.

Equipamentos

Os principais equipamentos utilizados pelas empresas de pequenas cargas e fretes são os veículos para a realização do serviço de transporte. Os equipamentos necessários para a montagem de uma empresa de transporte de porte médio são os seguintes:

1. Equipamentos da área operacional:• furgões e utilitários, que podem transportar cargas de até 1.000 quilos; • caminhonetes e caminhões pequenos, que transportam de 1.000 a 4.000 quilos; • carros;• motos 125 cc.

2. Materiais para escritório:a) Arquivo;b) Cadeira;c) Microcomputador;d) Acesso à internet;e) Fax;f) Impressora;g) Máquina calculadora;h) Mesa;i) Telefone.

Para que as empresas de fretes e transporte de pequenas cargas possam se manter competitivas e garantir agilidade no desempenho de suas tarefas de gestão e logística, torna-se importante também a adoção de algumas tecnologias de apoio.

Dentre elas, pode-se citar:• GPS: Sistema de navegação que pode ser utilizado pelas empresas para racionalizar o processo de logística e oferecer segurança aos profissionais do transporte e suas cargas;• Sistemas de gerenciamento e manutenção de frota: Sistema que permite gerenciar a frota da empresa, facilitando o fluxo de informações e o diagnóstico de irregularidades;• Sistema de redes em malha: São redes sem fio que podem ser utilizadas pelas empresas de transporte e pequenas cargas para facilitar a comunicação entre os profissionais e localizar as cargas;• Pequenos guindastes e sistemas de elevação de mercadorias para carregamento dos veículos.

É recomendável a utilização de um software para o controle vendas do serviço, que possibilite a gestão integrada da empresa em todas as suas áreas, inclusive que viabilize o controle de custos, visando melhorar o resultado operacional da empresa.

Matéria Prima/Mercadoria

A gestão de estoques no varejo é a procura do constante equilíbrio entre a oferta e a demanda. Este equilíbrio deve ser sistematicamente aferido através de, entre outros, os seguintes três importantes indicadores de desempenho:
Giro dos estoques: o giro dos estoques é um indicador do número de vezes em que o capital investido em estoques é recuperado através das vendas. Usualmente é medido em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado.
Obs.: Quanto maior for a freqüência de entregas dos fornecedores, logicamente em menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice de rotação de estoques. Cobertura dos estoques: o índice de cobertura dos estoques é a indicação do período de tempo que o estoque, em determinado momento, consegue cobrir as vendas futuras, sem que haja suprimento. Nível de serviço ao cliente: o indicador de nível de serviço ao cliente para o ambiente do varejo de pronta entrega, isto é, aquele segmento de negócio em que o cliente quer receber a mercadoria, ou serviço, imediatamente após a escolha; demonstra o número de oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, pelo fato de não existir a mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com prontidão.
Portanto, o estoque dos produtos deve ser mínimo, visando gerar o menor impacto na alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa

Uma vez que o transporte de cargas pode ser bastante diversificado, o tipo de produto e mercadoria transportada depende do perfil do clientes a ser atendido e da disponibilidade de veículos apropriados.

Por exemplo, se a empresa optar por se especializar no transporte de produtos perecíveis, terá que disponibilizar veículos com acomodação e refrigeração adequada. Além disto, é importante ressaltar que a demanda pelo transporte de determinados tipos de carga pode ser sazonal, ou seja, varia de acordo com a época do ano. Geralmente, as cargas mais comuns no período de final de ano são eletrônicos, linha branca, vestuário, medicamentos, produtos de limpeza, cosméticos e itens de perfumaria.

Já a principal matéria-prima para este negócio está relacionada com a habilidade das pessoas em dirigir motos ou veículos de carga, como, por exemplo, pequenos caminhões, e também com capacidade das pessoas de carregar mercadorias e artigos muitas vezes de peso elevado.

O principal obstáculo encontrado pelas empresas que realizam frete e transportes de pequenas cargas é que os clientes estão sempre buscando um alto nível de serviço. Daí a importância atribuída a cada dimensão do serviço prestado muda conforme o tipo de cliente, pois cada um possui necessidades específicas.

Por isso, para que o empreendedor possa garantir a competitividade do seu negócio, precisa segmentar os seus canais de atendimento aos clientes.

É muito importante, também, que a empresa avalie previamente o tipo de carga que pode ser transportada, analisando sua capacidade de atender as exigências de rapidez, pontualidade, segurança da carga, as condições do veículo utilizado no transporte e o custo operacional da entrega.

Organização do Processo Produtivo

Os processos que envolvem o frete e transporte de pequenas cargas podem mudar em virtude de fatores como a localização geográfica do trajeto, canal de atendimento ao cliente e também em função do volume e peso da carga, dentre outros fatores.

O processo produtivo de uma empresa de frete e transporte de pequenas cargas pode ser traduzido em etapas bem definidas:

• Pedido – O cliente efetua a solicitação do transporte diretamente no balcão ou via telefone. São analisadas suas exigências em relação ao serviço que tem pretensão que seja executado, recolhe-se às informações necessárias para adequação de veículo e pessoal que realizará o transporte e define-se o trajeto mais adequado em termos de rapidez, segurança e custos de operação;

• Coleta: Neste estágio é realizada a separação dos materiais a serem transportados de acordo com a especificação de cuidados que cada um requer, bem como a acomodação e o embarque no veículo apropriado;

• Traslado: É o transporte propriamente dito, onde a mercadoria será deslocada do ponto de coleta ao destino final. Ao final do trajeto procede-se o descarregamento.

Todo o processo de entrega deve ser cuidadosamente planejado e organizado a partir dos aspectos acima descritos para que as necessidades dos clientes sejam atendidas, obedecendo os preceitos de qualidade no serviço de transporte de pequenas cargas.

Automação

O nível de automação exigido para as empresas que realizam frete e transporte de pequenas cargas não é expressivo, isto porque o processo operacional é bastante simples, mas o investimento em automação dinamiza toda a sua área administrativa, financeira, comercial e operacional.

No que se refere ao processo de determinação e controle dos trajetos, existem dispositivos que auxiliam na navegação e no gerenciamento da frota, como o GPS, por exemplo, e alguns equipamentos mecânicos que podem auxiliar na elevação de mercadorias e carregamento dos veículos.

Uma vez que as transportadoras, muitas vezes em uma mesma viagem, irão entregar produtos diferentes para vários clientes, existem no mercado softwares para auxiliar na definição da rota mais adequada de entrega, de forma a reduzir os custos de logística.

O ideal é que a empresa de fretes e transporte de pequenas cargas conte com um software integrado e amigável para auxiliar na gestão de toda a empresa, passando pelo processo comercial, produtivo, administrativo, financeiro e operacional, sendo o ideal inclusive que procure apoio de profissionais qualificados para prestar assessoria na definição de tal software.

Ressalta-se que a empresa é parte integrante da vida do empresário, portanto, conhecer todos os seus atos e fatos será de fundamental importância, já que uma empresa bem gerida estará bem encaminhada rumo ao sucesso.

Canais de Distribuição

O principal canal de distribuição de uma empresa transportes será a oferta de seus serviços aos possíveis consumidores, de forma direta, seja via televendas ou presencial via representantes comerciais.

Mas o maior canal de distribuição é o em que o cliente busca sua empresa para contratar um determinado serviço.

Nunca se deve esquecer que, independente do tipo e da distância do trajeto, pontualidade na entrega e qualidade na prestação do serviço continuam sendo fatores primordiais para o sucesso do negócio.

Investimento

O investimento para montar uma empresa de frete e transporte de pequenas cargas irá girar em torno do que segue abaixo:

Equipamentos da área operacional:a. Furgões e utilitários, que podem transportar cargas de até 1.000 quilos; tais como Van, Caminhonetes e Caminhões pequenos, que transportam de 1.000 a 4.000 quilos – 03 = R$ 120.000,00. O empreendedor é que deverá mensurar o nível e tipo dos veículos a serem empregados na operação da empresa.b. Veículos leves – 02 = R$ 50.000,00;c. Motos 125 cc – 04 = R$ 25.000,00;d. GPS – aparelho e sistema orientador de trânsito – 04 = R$ 5.000,00.

Total do investimento área operacional – R$ 200.000,00.

Materiais para área administrativa:a) Arquivo – 02 = R$ 900,00;b) Cadeira – 18 = R$ 2.160,00;c) Microcomputador – 04 = R$ 6.000,00;d) Acesso à internet – 01 = R$ 150,00;e) Fax – 01 = R$ 450,00;f) Impressora laser – 02 = R$ 1.200,00;g) Impressora matricial – 02 = R$ 1.900,00;h) Máquina calculadora – 04 = R$ 1.200,00;i) Mesa – 06 = R$ 1.800,00;j) Telefone – 04 = R$ 200,00.Total do investimento área administrativa – R$ 15.960,00.

Investimento total ……………………………………. R$ 215.960,00.

Estes itens servem apenas como um guia para que o empreendedor possa ter noção de como organizar os seus gastos com o investimento inicial. Há ainda a opção de se contratar profissionais que já possuem veículos.

Antes de começar o negócio, é importante elaborar uma lista contendo o maior número de itens de investimento possíveis. Quanto mais detalhada for essa lista, menor a probabilidade de ocorrerem problemas futuros por falta de dinheiro em caixa, que podem, inclusive, ser determinantes para o sucesso do Empreendimento.

Observações:1. Não estão considerados os gastos relativos à aquisição ou reforma do imóvel escolhido para a instalação da empresa, pois ele poderá ser alugado.

2. Os preços acima são meramente referenciais, para fins de estimativa do investimento necessário.

Capital de Giro

Capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir fluidez dos ciclos de caixa. O capital de giro funciona com uma quantia imobilizada no caixa (inclusive banco) da empresa para suportar as oscilações de caixa.
O capital de giro é regulado pelos prazos praticados pela empresa, são eles: prazos médios recebidos de fornecedores (PMF); prazos médios de estocagem (PME) e prazos médios concedidos a clientes (PMCC).
Quanto maior o prazo concedido aos clientes e quanto maior o prazo de estocagem, maior será sua necessidade de capital de giro. Portanto, manter estoques mínimos regulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode melhorar muito a necessidade de imobilização de dinheiro em caixa.
Se o prazo médio recebido dos fornecedores de matéria-prima, mão-de-obra, aluguel, impostos e outros forem maiores que os prazos médios de estocagem somada ao prazo médio concedido ao cliente para pagamento dos produtos, a necessidade de capital de giro será positiva, ou seja, é necessária a manutenção de dinheiro disponível para suportar as oscilações de caixa. Neste caso um aumento de vendas implica também em um aumento de encaixe em capital de giro. Para tanto, o lucro apurado da empresa deve ser ao menos parcialmente reservado para complementar esta necessidade do caixa.
Se ocorrer o contrário, ou seja, os prazos recebidos dos fornecedores forem maiores que os prazos médios de estocagem e os prazos concedidos aos clientes para pagamento, a necessidade de capital de giro é negativa. Neste caso, deve-se atentar para quanto do dinheiro disponível em caixa é necessário para honrar compromissos de pagamentos futuros (fornecedores, impostos). Portanto, retiradas e imobilizações excessivas poderão fazer com que a empresa venha a ter problemas com seus pagamentos futuros.
Um fluxo de caixa, com previsão de saldos futuros de caixa deve ser implantado na empresa para a gestão competente da necessidade de capital de giro. Só assim as variações nas vendas e nos prazos praticados no mercado poderão ser geridas com precisão.

Nesse segmento, normalmente a necessidade de capital de giro será na ordem de 30% a 70% do investimento total.

Custos

São todos os gastos realizados na produção de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente no preço dos produtos ou serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários, honorários profissionais, despesas de vendas, matéria-prima e insumos consumidos no processo de produção, depreciação de maquinário e instalações. O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra, produção e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio, indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio. Os custos para abrir uma empresa de frete e transporte de pequenas cargas devem ser estimados considerando os itens abaixo:1. Salários, comissões (caso os funcionários percebam remuneração variável) e encargos – R$ 6.000,00;2. Tributos, impostos, contribuições e taxas – R$ 1.300,00;3. Aluguel, condomínio, segurança – R$ 2.000,00;4. Água, luz, telefone e acesso a internet – R$ 1.200,00;5. Produtos para higiene e limpeza da empresa e funcionários – R$ 400,00;6. Recursos para manutenções corretivas – R$ 2.000,00;7. Valores para quitar possíveis financiamentos de veículos, equipamentos, ferramentas e mobiliário – R$ 3.600,00;8. Assessoria contábil – R$ 900,00;9. Propaganda e publicidade da empresa – R$ 800,00;10. Seguros dos veículos – R$ 12.000,00;11. IPVA, licenciamento e seguro obrigatório – R$ 7.000,00;12. Combustíveis de veículos – dependerá do montante de fretes a serem efetuados;13. Despesas com vendas – R$ 1.400,00.

Diversificação/Agregação de Valor

Os empresários devem ter em mente que fatores como agilidade, rapidez e pontualidade são condições mínimas para que uma empresa permaneça no mercado. O diferencial a ser oferecido e que irá agregar valor ao negócio é fator determinante na preferência do cliente, chegando ao ponto do consumidor estar disposto a pagar mais pelo serviço, em relação a outras empresas.

Algumas formas de diferenciação dos serviços de frete e transporte de pequenas cargas podem ser apreciadas a seguir:• Utilização de veículos sempre limpos e em bom estado de conservação. Lembre-se que os veículos estão sempre em contato direto com os clientes e o estado deles refletirá a imagem da empresa;• Profissionais uniformizados, identificados e atenciosos. O transporte de mercadorias envolve uma questão de confiança bem acentuada por parte do cliente. Profissionais apresentáveis contribuem para aumentar este nível de confiança;• Sistemas de rastreamento e controle de segurança. Empresas de transporte de cargas, muitas vezes, trabalham com cargas preciosas que podem ser desviadas;• Opção de carregamento e descarregamento. Em muitos casos, tal serviço fica a cargo do cliente, no entanto, pode ser um diferencial importante disponibilizá-lo.

Divulgação

Existem muitas formas de se promover a divulgação das atividades da empresa transportadora de cargas. Neste caso, o objetivo pode ser alcançado por meio de mensagens em veículos de comunicação, como outdoors, propagandas em rádio, TV, internet e anúncios em jornais.

No entanto esses meios de comunicação tem custo bastante expressivo, por isso deve-se encontrar alternativas secundárias para promover a divulgação da empresa de frete e transporte de pequenas cargas, como exemplo plotar os todos os veículos com os dados e serviços prestados pela empresa.

O “boca a boca” também se caracteriza como um poderoso instrumento de divulgação para os serviços oferecidos. Daí a importância de agregar valor e repassar ao cliente total confiança quanto ao serviço prestado.

O investimento em divulgação, entretanto, precisa estar de acordo com as necessidades e objetivos da transportadora. Por isso, é fundamental a escolha acertada do meio de divulgação adequado ao serviço e dentro da capacidade financeira da empresa.

Informações Fiscais e Tributárias

O segmento de FRETES E TRANSPORTE DE PEQUENAS CARGAS, assim entendido pela CNAE/IBGE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) 4930-2/02 como atividade de transporte rodoviário de cargas em geral , exceto de produtos perigosos, intermunicipal, interestadual e internacional, poderá optar pelo SIMPLES Nacional – Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas ME (Microempresas) e EPP (Empresas de Pequeno Porte), instituído pela Lei Complementar nº 123/2006, desde que a receita bruta anual de sua atividade não ultrapasse a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) para micro empresa R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais) para empresa de pequeno porte e respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que é gerado no Portal do SIMPLES Nacional (http://www8.receita.f azenda.gov.br/SimplesNacional/):

• IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);
• CSLL (contribuição social sobre o lucro);
• PIS (programa de integração social);
• COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social);
• ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços);
• INSS (contribuição para a Seguridade Social relativa a parte patronal).

Conforme a Lei Complementar nº 123/2006, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade, variam de 4% a 12,42%, dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, os valores de receita bruta acumulada devem ser proporcionais ao número de meses de atividade no período.

Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios tributários para o ICMS (desde que a atividade seja tributada por esse imposto), a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS.

MEI (Microempreendedor Individual): para se enquadrar no MEI o CNAE de sua atividade deve constar e ser tributado conforme a tabela da Resolução CGSN nº 94/2011 – Anexo XIII (http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/resolucao/2011/CGSN/Resol94.htm ), Neste caso, este segmento não pode se enquadrar no MEI, conforme Res. 94/2001.

Para este segmento, tanto ME ou EPP, a opção pelo SIMPLES Nacional sempre será muito vantajosa sob o aspecto tributário, bem como nas facilidades de abertura do estabelecimento e para cumprimento das obrigações acessórias.

Fundamentos Legais: Leis Complementares 123/2006 (com as alterações das Leis Complementares nºs 127/2007, 128/2008 e 139/2011) e Resolução CGSN – Comitê Gestor do Simples Nacional nº 94/2011.

Eventos

Semana Nacional do Trânsito. Disponível em: http://www.denatran.gov. br/campanhas/semana/2011>. Acesso em: 15 setembro 2011.

CONINFRA – Congresso de Infraestrutura de Transportes Disponível em: http://andit.org.br/coninfra2011> . Acesso em: 15 setembro 2011.

MOVIMAT – Feira Intralogística – Embalagem Movimentação, de Materiais. Disponível em: http://www.feiramovimat.com.br/site/ >. Acesso em: 15 setembro 2011.

EXPOCARGO – Feira de Movimentação, Armazenagem e Terminais de Cargas, Transporte e Logística. Disponível em: http://www.mdic.gov.br/sitio/sistema/expofeira/calFeirasExposicoes/resFeiras >. Acesso em: 15 setembro 2011.

Brasil Log – Feira Internacional de Logística. Disponível em: http://www.feiradelogistica.com/> . Acesso em: 15 setembro 2011.

Entidades em Geral

AGENCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES.(ANTT). Disponível em: www.antt.gov.br>.

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES.Disponível em: www.transportes.gov.br>.

DEPARTAMENTO NACIONAL DE TRANSITO (DENATRAN).Disponível em: www.denatran.gov.br>.

DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO DO ESTADO DE SANTA CATARINA. (DETRAN-SC)Disponível em: www.detran.sc.gov.br>.

CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITODisponível em: www.cnt.org.br/>.

Normas Técnicas

Norma técnica é um documento, estabelecido por consenso e aprovado por um organismo reconhecido que fornece para um uso comum e repetitivo regras, diretrizes ou características para atividades ou seus resultados, visando a obtenção de um grau ótimo de ordenação em um dado contexto. (ABNT NBR ISO/IEC Guia 2).

Participam da elaboração de uma norma técnica a sociedade, em geral, representada por: fabricantes, consumidores e organismos neutros (governo, instituto de pesquisa, universidade e pessoa física).

Toda norma técnica é publicada exclusivamente pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, por ser o foro único de normalização do País.

1.Normas específicas para um Frete e Transporte de Pequenas Cargas:

Não existem normas específicas para este negócio.

2.Normas aplicáveis na execução de um Frete e Transporte de Pequenas Cargas:

ABNT NBR 15842:2010 – Qualidade de serviço para pequeno comércio – Requisitos gerais

Esta Norma estabelece os requisitos de qualidade para as atividades de venda e serviços adicionais nos estabelecimentos de pequeno comércio, que permitam satisfazer as expectativas do cliente.

ABNT NBR 12693:2013 – Sistemas de proteção por extintores de incêndio

Esta Norma estabelece os requisitos exigíveis para projeto, seleção e instalação de extintores de incêndio portáteis e sobre rodas, em edificações e áreas de risco, para combate a princípio de incêndio.

ABNT NBR 5410:2004 Versão Corrigida: 2008 – Instalações elétricas de baixa tensão

Esta Norma estabelece as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão, a fim de garantir a segurança de pessoas e animais, o funcionamento adequado da instalação e a conservação dos bens.

ABNT NBR ISO IEC 8995-1:2013 – Iluminação de ambientes de trabalho – Parte 1: Interior

Esta Norma especifica os requisitos de iluminação para locais de trabalho internos e os requisitos para que as pessoas desempenhem tarefas visuais de maneira eficiente, com conforto e segurança durante todo o período de trabalho.

ABNT NBR 5419-1:2015 – Proteção contra descargas atmosféricas -Parte 1: Princípios gerais

Esta Parte da ABNT NBR 5419 estabelece os requisitos para a determinação de proteção contra descargas atmosféricas.

ABNT NBR 5419-2:2015 – Proteção contra descargas atmosféricas – Parte 2: Gerenciamento de risco

Esta Parte da ABNT NBR 5419 estabelece os requisitos para análise de risco em uma estrutura devido às descargas atmosféricas para a terra.

ABNT NBR 5419-3:2015 – Proteção contra descargas atmosféricas – Parte 3: Danos físicos a estruturas e perigos à vida

Esta Parte da ABNT NBR 5419 estabelece os requisitos para proteção de uma estrutura contra danos físicos por meio de um SPDA – Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas – e para proteção de seres vivos contra lesões causadas pelas tensões de toque e passo nas vizinhanças de um SPDA.

ABNT NBR 5419-4:2015 – Proteção contra descargas atmosféricas – Parte 4: Sistemas elétricos e eletrônicos internos na estrutura

Esta Parte da ABNT NBR 5419 fornece informações para o projeto, instalação, inspeção, manutenção e ensaio de sistemas de proteção elétricos e eletrônicos (Medidas de Proteção contra Surtos – MPS) para reduzir o risco de danos permanentes internos à estrutura devido aos impulsos eletromagnéticos de descargas atmosféricas (LEMP).

ABNT NBR IEC 60839-1-1:2010 – Sistemas de alarme – Parte 1: Requisitos gerais – Seção 1: Geral

Esta Norma especifica os requisitos gerais para o projeto, instalação, comissionamento (controle após instalação), operação, ensaio de manutenção e registros de sistemas de alarme manual e automático empregados para a proteção de pessoas, de propriedade e do ambiente.

ABNT NBR ISO 20345:2015 – Equipamento de proteção individual – Calçado de segurança

Esta Norma especifica requisitos básicos e adicionais (opcionais) para calçado de segurança utilizado para propósitos gerais. Inclui, por exemplo, riscos mecânicos, resistência ao escorregamento, riscos térmicos e comportamento ergonômico.

ABNT NBR 13712:1996 – Luvas de proteção

Esta Norma estabelece os princípios gerais para a padronização de luvas de proteção confeccionadas em couro ou tecido.

Glossário

LOGRADOURO: É o endereço ou espaço público reconhecido pelo município.LOGÍSTICA: a área da gestão responsável por prover recursos para a execução de atividades de uma transportadora,processamento de pedidos, fluxo de materiais, etc.FRACIONADAS: Refere-se a uma pequena parte ou parte de um todo.

Dicas de Negócio

O empreendedor do segmento de frete e transporte de pequenas cargas deverá ficar atento a alguns pontos importantes para seu negócio, conforme segue:

1. Em primeiro lugar, elabore um plano de negócios detalhado. No SEBRAE, o empreendedor encontra a sua disposição diversos cursos e orientações de grande utilidade;2. Se possível ainda, antes de iniciar o negócio, procure conhecer as diversas percepções sobre o mercado, visitando os concorrentes e potenciais clientes, identificando os pontos fortes e fracos que o setor de transporte de pequenas cargas apresenta;3. Aconselha-se terceirizar os serviços de mecânica e investir em segurança e na manutenção preventiva dos veículos utilizados nos transportes;4. Assegure-se que o veículo a ser empregado em cada transporte esteja em perfeitas condições mecânicas;5. Elabore um planejamento logístico adequado para evitar custos desnecessários;6. Não esqueça que as pessoas que buscam os serviços de uma transportadora de pequenas cargas almejam não só velocidade e pontualidade nas entregas, mas acima de tudo segurança e confiabilidade;7. Invista na motivação, qualificação e treinamento de sua mão de obra garantindo maior segurança e qualidade no serviço oferecido.

Características

O empreendedor que tender a ingressar no ramo de frete e transporte de pequenas cargas, deve ter algumas características básicas, tais como:

1. Ter conhecimento específico sobre logística. Esse conhecimento pode ser adquirido tendo trabalhado em outras empresas ou com participação em cursos e eventos;

2. O produto final desse tipo de empreendimento será sempre o mesmo, ou seja, a qualidade do serviço prestado ao cliente, no entanto faz-se necessário que o empreendedor esteja sempre atento às novas possibilidades de mercado, incluindo desenvolvimento tecnológico do setor;

3. O empreendedor deverá ser capaz de preparar sua equipe, tanto de vendas de fretes, quanto coleta e entrega, para que possa oferecer exatamente aquilo que foi programado, evitando assim transtornos por se comprometer com prazos impossíveis de serem executados. Fato que em ocorrendo depõe fortemente contra sua empresa;

4. Buscar melhorar o nível de seu negócio, participando de cursos específicos sobre logística e gestão empresarial;

5. Ter habilidade no tratamento com pessoas tanto com seus colaboradores quanto com clientes e fornecedores enfim, com todos que de forma direta ou indireta tenham ligação com a empresa;

6. Ser empreendedor com visão de futuro, antecipando tendências, prospectando o interesse do consumidor, além de estar sempre atento com as inovações de mercado.

As características indicadas acima são apenas direcionamentos, isto não quer dizer que um empreendedor que talvez não se sinta com tais características tenha que desistir de investir neste novo negócio, contudo esse empresário terá que se esforçar um pouco mais dos que já contam com tais habilidades.

Bibliografia

ALLOU, Ronald H. Logística empresarial. 11. ed. São Paulo: Atlas, 1993.

BOWERSOX, Donald J.; CLOSS, David J. Logística empresarial: o processo de interação da cadeia de suprimento. São Paulo: Atlas, 2001.

FLEURY, P. F.; FIGUEIREDO, K. F.; WANKE, P. (Org.). Logística empresarial: a perspectiva brasileira. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2000. 376 p. (Coleção COPPEAD de administração).

______. Comece Certo: transporte turístico e fretamento. 1.ed. SEBRAE: São Paulo, 2005. Disponível em:http://www.sebraesp.com.br/sites/default/files/transporte_turistico_fretam ento. Acesso em: 16 setembro 2011

História dos Transportes Terrestres no Mundo. Disponível em: http://www.transitocomvi da.ufrj.br/download/Hist%C3%B3ria%20dos%20transportes%20terrestres.pdf>. Acesso: 14 setembro 2011

A Logística de Cargas Fracionadas e Novas Configurações do Mercado de Varejo. Disponível em: http://www.unioeste.br/campi/cascavel/ccs a/IISeminario/trabalhos/A%20Log%C3%ADstica%20de%20Cargas%20Fracionadas%20e%2 0as%20Novas%20Configura%C3%A7%C3%B5es%E2%80%A6.pdf>. Acesso em: 14 setembro 2011.

Boas ideias de negócios na área de logística. Disponível em: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI11 4176-17152,00-BOAS+IDEIAS+DE+NEGOCIOS+NA+AREA+DE+LOGISTICA.html>. Acesso em: 15 setembro 2011.

Fonte: http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ideias/Como-montar-um-servi%C3%A7o-de-frete-e-transporte-de-pequenas-cargas

JLL

Contabilidade em Salvador

Por que o plano de negócios não deve ser o seu primeiro passo

contabilidadeO plano de negócios faz o empreendedor pensar sobre mercado, premissas financeiras e aspectos tributários, além de definir qual rumo se deve desejar.

Qual é o momento certo para elaborar um plano de negócios em Salvador?

Atualmente existe um razoável consenso, principalmente no que diz respeito a negócios no ambiente digital, de que a primeira coisa a ser feita pelo empreendedor não necessariamente deve ser um plano de negócios.

Muito se criticam, por exemplo, os plano de negócios com horizontes de cinco anos: a maioria possui premissas financeiras complexas e sem embasamento, e essa era o padrão até pouco tempo atrás.

O empreendedor fazer, sim, uma abordagem cujo principal expoente é o conceito de Lean Startup. Com isso, ele explora e refina suas premissas junto ao seu consumidor final, à medida que vai elaborando seu produto minimamente viável.

No entanto, isso não diminui a necessidade do empreendedor, mesmo que em um momento posterior ao da criação do negócio, elaborar um plano de negócios. Esse é como um teste final da sua ideia, ajudando a compreender o quanto seu negócio pode andar com as próprias pernas.

O exercício de “colocar no papel” as suas ideias não apenas leva o empreendedor a pensar no seu modelo de negócio, mas também pensar sobre o mercado, suas premissas financeiras, seus aspectos tributários, entre outros conceitos, além de definir um rumo que se deve desejar.

Um plano de negócios pode ser realizado com um horizonte tempo de um a dois anos e mais importante do que complexas premissas financeiras é que elas sejam claras e embasadas (previsão de receita, fluxo de caixa, projeção de balanço).

Ao não elaborar um plano de negócios, aumenta a probabilidade de o empreendedor não definir bem o modelo de negócio, o mercado de atuação, ignorar ou subestimar a concorrência, subestimar o impacto dos tributos no seu negócio ou falhar no planejamento do fluxo de caixa. Ele deixa, por exemplo, de considerar o prejuízo nos meses iniciais do negócio.

E qualquer erro destes pode ser fatal para o seu negócio.

Fonte: http://exame.abril.com.br/pme/por-que-o-plano-de-negocios-nao-deve-ser-o-seu-primeiro-passo/

JLL

Contabilidade em Salvador

Como desenvolver sua marca de maneira adequada em Salvador usando nossas 5 dicas!

Muitos empreendedores acreditam que desenvolver uma marca para o seu negócio em Salvador é um ato que envolve muito e que seja uma prática que compete somente para grandes corporações.

Ledo engano, pois a marca é muito mais do que apenas um nome ou um símbolo de uma empresa. Ela representa a percepção que os seus clientes e a sociedade tem sobre ela e o seu produto ou serviço.

Portanto, ela pode ser construída através de pequenas ações e não necessariamente é preciso de um orçamento alto para isso.

Então, nesse post, vamos falar um pouco mais sobre como desenvolver sua marca, um dos maiores ativos de qualquer negócio! Confira:

Como desenvolver sua marca de maneira adequada

O primeiro passo, para que a sua marca seja construída da melhor maneira possível, é definir todos os elementos que ela deve ter.

Por isso, sugerimos a utilização de uma ferramenta chamada Briefing. Mais do que definir os elementos da marca, ele irá traçar um caminho para que ela seja autêntica e atinja seus objetivos.

Somente dessa maneira será possível evitar a visão de que a marca da empresa será apenas um conjunto de letras e símbolos, mas sim a sua própria imagem e como ela se posiciona perante a sociedade.

Sendo assim, um bom briefing deverá conter as seguintes definições:

Missão, visão e valores

O primeiro direcionamento para a criação da marca da empresa deverá ser a sua missão, visão e seus valores.

A missão representa o motivo pela qual ela existe, a visão é o cenário futuro que ela quer atingir e os valores são um conjunto de características que representam o comportamento da empresa e seus colaboradores.

Público-alvo

A melhor maneira de representar os clientes que a empresa almeja ter, é definindo o seu público-alvo.

Portanto, é importante definir desde as características mais básicas – sexo, faixa etária, classe social, preferências – até as mais específicas – hábitos de compra, rotina e desafios que enfrentam no dia a dia – desse público.

Cores

Outro item que deve ser especificado no briefing são as cores que a empresa quer adotar. Portanto, deverá ser definido quais delas representarão o negócio.

Esse item é extremamente relevante pois mostrará a personalidade que o negócio gostaria de agarrar para si, além de dar identidade para a marca.

Referências

Toda grande criação precisa de referências. No processo de confecção de uma marca isso não é diferente!

Então, o ideal é que seja escolhido bons exemplos de marca para assumir essa função, tente limitar a no máximo 3.

Lembre-se que elas deverão servir apenas como inspiração e não devem ser copiadas.

Conceito

Definir o conceito da empresa é um item importante, pois ele ditará não somente a criação da marca, mas também como ela pretende seguir seu caminho estando no mercado.

Por isso, criar uma marca seguindo esse conceito mostrará que ela estará alinhada com ele desde o dia 1 de sua existência.

Obviamente que o briefing pode ter outros itens, isso vai depender também do que você julga importante estar nesse direcionamento. Mas o importante é não economizar na descrição de cada ponto. Afinal, ele será o principal guia para o desenvolvimento da sua marca.

Dicas para desenvolver uma marca de relevância

Agora que você já sabe da importância de criar um bom briefing para a sua marca, iremos fornecer 5 dicas para auxiliar nesse processo de construção de uma marca que tenha relevância. Veja:

1 – Defina seus diferenciais

É preciso entender quais são os motivos que vão fazer da empresa melhor que os seus concorrentes, ou seja, quais são seus diferenciais.

Caso você tenha dificuldades em elaborar isso, que tal envolver as pessoas que são próximas? Pergunte aos seus clientes, fornecedores, colaboradores e qualquer outra parte envolvida como elas enxergam isso no negócio.

Aproveite e peça a opinião do que pode ser melhorado também!

2 –  Escolha bem o nome

Apesar da confecção uma marca ir muito além da criação do nome da empresa, é preciso se preocupar com essa questão, pois ela não deixa de ser um elemento importante.

O segredo é colocar o cliente em primeiro lugar, ou seja, facilite para que ele entenda o que a sua empresa faz através de seu nome. Portanto, seja objetivo e defina um nome que consiga passar a mensagem que o negócio deseja transmitir.

Dê preferência para a escolha de nomes em que a sua pronúncia seja fácil e que também seja passível de uma futura globalização.

A ferramenta Guru PME pode te ajudar nisso!

3 – Padronize tudo

É preciso que clientes, fornecedores e quaisquer outras pessoas que se relacionem com a sua empresa associam ela a uma mesma imagem. Por isso, busque padronizar tudo para que ela não saia da memória dessas pessoas.

Essa padronização pode acontecer em ações mais visuais, tais como suas propagandas e apresentações ou até em relação à maneira como os próprios colaboradores apresentam a empresa para outras pessoas.

4 – Utilize a criatividade

Dificilmente será possível criar uma grande marca sem um pingo de criatividade. Então, tente utilizá-la como principal ferramenta nesse processo.

O mais legal é que não há regra ou receita para esse item, ou seja, ela pode ser utilizada de diversas maneiras e em qualquer parte do processo.

Portanto, estimule a inclusão da criatividade nos momentos de construção do briefing, seja através de um brainstorming ou outra técnica mais avançada.

No fim, ela será o grande diferencial que determinará o sucesso da marca.

5 – Crie uma experiência para o seu cliente

A melhor maneira de criar uma ligação entre a empresa com seus clientes é fomentando uma experiência que seja marcante para ele.

Por isso, é preciso associar a marca não somente a um produto ou serviço e sim a experiência em si que ele proporciona. Isso é chamado de brand experience, que faz com que o cliente interaja com a marca e que isso gere sentimentos e boas memórias.

Lembre-se que os clientes são a principal razão do negócio existir e por isso precisam ter uma experiência inesquecível.

Fonte: http://saiadolugar.com.br/como-desenvolver-sua-marca/

JLL

Contabilidade em Salvador

Como montar uma empresa comercial importadora e exportadora em Salvador

 

Contabilidade

Apresentação

Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender

O barateamento dos meios de transporte e o desenvolvimento das novas tecnologias de comunicação aprofundaram o processo de integração econômica mundial. O capitalismo promoveu a ampliação do mercado de consumo para os países em desenvolvimento, aproximando pessoas e empresas. Atualmente, qualquer empresa pode comprar e vender bens e serviços no mundo inteiro, com custos de transação bem reduzidos.

Com a intensificação das relações comerciais mundiais, os países passaram a se especializar na produção e consumo de determinados bens e serviços. Assim, o Brasil tornou-se um importante produtor de commodities (principalmente soja, algodão, carne e minério de ferro), a China fabrica materiais eletrônicos e tecidos, a Índia gera serviços de tecnologia e de call center, a Rússia produz gás e petróleo, a União Européia vende vinhos e serviços financeiros e os Estados Unidos tornaram-se o grande consumidor mundial. Esta especialização internacional, aliada ao fenômeno de globalização, abre oportunidades para pequenas empresas atuarem no processo de intermediação de bens e serviços, ofertando produtos nacionais no exterior (exportação) ou ofertando produtos estrangeiros no Brasil (importação). Estas empresas exportadoras e importadoras normalmente comercializam no mercado business-to-business, ou seja, compram e vendem para outras empresas.

O mais importante para o empreendedor que deseja exportar ou importar é o relacionamento com os parceiros comerciais. Nas transações internacionais, o compromisso com prazos, quantidades e preços é a condição básica para que se tenha credibilidade e acesso ao mercado externo. No caso de exportação, o governo brasileiro ainda oferece benefícios fiscais e linhas de crédito facilitadas.

O setor é muito suscetível às cotações cambiais e aos humores externos. Subsídios, embargos, normas sanitárias, barreiras alfandegárias, acordos comerciais, incentivos fiscais, blocos econômicos e política cambial afetam diretamente o negócio, podendo trazer instabilidade ao negócio e elevando o seu nível de risco. Para lidar com todas estas variáveis e obter mais informações sobre a viabilidade comercial do empreendimento, sugere-se a elaboração de um plano de negócios. Para a construção deste plano, consulte o SEBRAE mais próximo.

Como montar um serviço de representação comercial em Salvador

Apresentação

Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?Representação comercial é um negócio que está relacionado à intermediação, facilitando o relacionamento entre o produtor ou fornecedor do produto e o cliente. O representante comercial atua no processo de distribuição dos mais diversos segmentos de negócios, sempre com o objetivo de oferecer produtos de forma qualificada e eficiente. As principais funções do representante comercial são: visitar clientes e potenciais clientes, informar sobre produtos e fornecedores, fazer demonstrações de novos produtos e gerar interesse, sondar necessidades e expectativas, oferecer soluções através dos produtos representados, fechar vendas e preencher pedidos para enviar à empresa representada, enviar relatórios sobre as negociações em andamento, pesquisar informações sobre clientes potenciais, avaliar e mensurar a satisfação do cliente enviando feedback à empresa representada e efetuar cobrança de valores quando solicitado. De acordo com reportagem publicada no site: http://www.mundosebrae.com.br/2010/03/representa cao-comercial-definicao-e-cuidados-legais/, esta atividade é regulamentada pela Lei n.º 4.886/65, alterada pela Lei n.º 8.420/92, que além de definir o que é representação comercial, traz ainda algumas obrigações a serem observadas pelos representantes comerciais e pelas empresas que se utilizem dos seus serviços. Definição de representação comercial: De acordo com essa legislação, a representação comercial é uma modalidade de intermediação de negócios mercantis, ou seja, os representantes comerciais têm a função de facilitar os negócios envolvendo a venda de produtos ou mercadorias de seus clientes, chamados de empresas representadas. Esta intermediação envolve de um lado as empresas representadas, indústrias e/ou empresas dedicadas ao comércio atacadistas, e de outro lado seus clientes, outras empresas atacadistas ou varejistas. Dessa forma cabe ao representante comercial fazer a ponte entre a empresa representada e seus, de modo a aumentar o número de negócios entre elas. Vale lembra também que a intermediação de negócios envolvendo prestação de serviços não é considera pela lei como representação comercial, ou seja, ela se limita apenas à intermediação de negócios mercantis. Algumas obrigações legais: A legislação que regulamenta a atividade dos representantes comerciais estabelece uma série de obrigações, tanto para o representante como para as empresas representadas, dentre as quais destacamos: 1) – não deve haver subordinação entre o representante comercial e a empresa representada, devendo o representante comercial possuir autonomia para o exercício de suas atividades. A existência de subordinação ou poder de mando da empresa representada sobre o representante comercial pode criar entre eles vínculo empregatício, transformando o representante comercial em empregado da empresa representada, com todos direitos e garantias estabelecidos pela legislação trabalhista em vigor; 2) – as atividades de representação comercial podem ser prestadas tanto por pessoas físicas (autônomos) como por pessoas jurídicas (empresa), sendo obrigatório seu registro junto ao Conselho Regional de Representação comercial do estado onde elas exerçam suas atividades; 3) – deverá existir contrato escrito de representação comercial entre o representante comercial e suas empresas representadas; 4) – um ponto importante à ser destacado, que muitas vezes é desconhecido pelas empresas em geral, é que o representante comercial tem direito à indenização especial no caso do rompimento do contrato por parte da empresa representada sem justa causa. Esta indenização não poderá ser inferior a 1/12 (um doze avos) do valor total de comissões recebidas pelo representante comercial durante o tempo em que ele exerceu sua representação.

Mercado

Com o fortalecimento dos setores comerciais de atacado e de distribuição decorrente do crescimento econômico brasileiro nos últimos anos, bem como das constantes variações na economia mundial, o exercício das atividades profissionais de representação comercial tornou-se imprescindível para o desenvolvimento sustentável destas atividades econômicas em Salvador. Para se ter uma idéia da importância econômica da atividade comercial brasileira, sob a ótica da participação no Produto Interno Bruto-PIB, o comércio é a terceira atividade, atrás apenas da indústria de transformação e da administração pública em termos de valor adicionado bruto à produção. A PAC (Pesquisa Anual do Comércio realizada pelo IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2009 revela que o número de empresas comerciais estabelecidas no Brasil, subiu 4,6% de 2008 para 2009, passando de 1,402 milhão de empresas formais para 1,466 milhão. Essas empresas tinham 1,57 milhão de unidades locais com receita de revenda, que podem ser chamadas de filiais, e geraram receita operacional líquida no valor de R$ 1,6 trilhão. Ainda de acordo com a PAC 2009, o comércio varejista, representado por 1,2 milhão de empresas formais, seguiu liderando em termos de emprego, com 6,459 milhões de pessoas ocupadas, de um universo de 8,8 milhões. O comércio atacadista liderou também em receita operacional líquida (R$ 677,8 bilhões), o que equivaleu a 43% da receita comercial total. Nesse contexto o Representante Comercial tem um excelente futuro, pois, o mercado de representações está aquecido e é imenso, onde as empresas estão cada vez mais desejando trabalhar com representantes que recebem por produtividade, isto é, pelo quanto produz para a empresa (geralmente o Representante também recebe uma ajuda de custo mensal, que muda de empresa para empresa). O mercado do representante comercial é bastante amplo, abrangendo todos os segmentos da indústria e do comércio. Por essa razão é necessário estabelecer um foco de atuação, realizando parcerias com empresas cuja marca seja de grande aceitação e que possua produtos inovadores e de qualidade. Há hoje no Brasil cerca de 500 mil empresas de representação comercial formais, em sua maioria microempresas, e cerca de um milhão de representantes comerciais informais. Com a expansão das comunicações e da forma de acesso, as empresas procuram ampliar seu raio geográfico de vendas, buscando estabelecer canais de distribuição para os seus produtos nas mais diversas regiões do país. Nesse sentido o representante comercial é um instrumento eficiente para penetração em mercados mais distanciados dos grandes centros. A utilização de novos canais de vendas como o comercio eletrônico, são fatores que devem ser considerados como concorrentes de grande potencial, entretanto, o uso intenso da tecnologia permite reduzir distâncias e ampliar o relacionamento pessoal com o cliente, A experiência na utilização de canais como a internet, que proporcionam um acesso inimaginável ao cliente, mesmo em regiões de difícil acesso, ampliou a percepção da força da venda pessoal como impulsionadora da fidelização do cliente, através da construção do relacionamento pessoal. Nesse aspecto, existem exemplos como o da Avon, com o seu exército de “consultoras” visitando constantemente e oferecendo produtos adequados às necessidades percebidas pelo cliente.

Localização

A atividade de representação comercial não exige instalações próprias, podendo ser iniciada na própria residência do empreendedor, o que reduz sensivelmente os custos de instalação. Caso o empreendedor resolva instalar escritório em ambiente diferente da sua residência, deve ser escolhida a melhor localização que proporcione a eqüidistância entre os diversos pontos que serão visitados, no âmbito da cidade ou região. O imóvel deve atender as necessidades operacionais do negócio, ter possibilidade de expansão e disponibilidade dos serviços de água, luz, esgoto, telefone e internet. A localização deve ter fácil acesso, possuir estacionamento para veículos,local para carga e descarga de mercadorias e contar com serviços de transporte coletivo nas redondezas. Em relação aos custos, na tomada de decisão para localização do negócio, analise fatores tais como custo de adaptação do imóvel para a atividade, aluguel, manutenção, necessidade de vale-transporte para os empregados, dentre outros itens.

Exigências Legais e Específicas

Para dar início ao processo de abertura da empresa é necessário que se cumpram os seguintes procedimentos: 1)Consulta Comercial Antes de realizar qualquer procedimento para abertura de uma empresa deve-se realizar uma consulta prévia na prefeitura ou administração local. A consulta tem por objetivo verificar se no local escolhido para a abertura da empresa é permitido o funcionamento da atividade que se deseja empreender. Outro aspecto que precisa ser pesquisado é o endereço. Em algumas cidades, o endereço registrado na prefeitura é diferente do endereço que todos conhecem. Neste caso, é necessário o endereço correto, de acordo com o da prefeitura, para registrar o contrato social, sob pena de ter de refazê-lo. Órgão responsável: · Prefeitura Municipal; · Secretaria Municipal de Urbanismo. 2) Busca de nome e marca Verificar se existe alguma empresa registrada com o nome pretendido e a marca que será utilizada. Órgão responsável: · Junta Comercial ou Cartório (no caso de Sociedade Simples) e Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). 3) Arquivamento do contrato social/Declaração de Empresa Individual Este passo consiste no registro do contrato social. Verifica-se também, os antecedentes dos sócios ou empresário junto a Receita Federal, por meio de pesquisas do CPF. Órgão responsável: · Junta Comercial ou Cartório (no caso de Sociedade Simples). 4) Solicitação do CNPJ Órgão responsável: · Receita Federal. 5) Solicitação da Inscrição Estadual Órgão responsável: · Receita Estadual 6) Alvará de licença e Registro na Secretaria Municipal de Fazenda O Alvará de licença é o documento que fornece o consentimento para empresa desenvolver as atividades no local pretendido. Para conceder o alvará de funcionamento a prefeitura ou administração municipal solicitará que a vigilância sanitária faça inspeção no local para averiguar se está em conformidade com a Resolução RDC nº 216/MS/ANVISA, de 16/09/2004. Órgão responsável: · Prefeitura ou Administração Municipal; · Secretaria Municipal da Fazenda. 7) Matrícula no INSS Órgão responsável: Instituto Nacional de Seguridade Social; Divisão de Matrículas – INSS Além de todos esses procedimentos, é muito importante lembrar que essa atividade exige o conhecimento do Código de Defesa do Consumidor- Lei nº. 8.078/1990. As empresas que fornecem serviços e produtos no mercado de consumo devem observar as regras de proteção ao consumidor, estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). O CDC foi instituído pela Lei n. 8.078, em 11 de setembro de 1990, com o objetivo de regular a relação de consumo em todo o território brasileiro, na busca do reequilíbrio na relação entre consumidor e fornecedor, seja reforçando a posição do primeiro, seja limitando certas práticas abusivas impostas pelo segundo. É importante que o empreendedor saiba que o CDC somente se aplica às operações comerciais em que estiver presente a relação de consumo, isto é, nos casos em que uma pessoa (física ou jurídica) adquire produtos ou serviços como destinatário final. A fim de cumprir as metas definidas pelo CDC, o empreendedor deverá conhecer bem algumas regras que sua empresa deverá atender, tais como: forma adequada de oferta e exposição dos produtos destinados à venda, fornecimento de orçamento prévio dos serviços a serem prestados, cláusulas contratuais consideradas abusivas, responsabilidade dos defeitos ou vícios dos produtos e serviços, os prazos mínimos de garantia, cautelas ao fazer cobranças de dívidas. Além disso, se o representante comercial trabalhar com determinados tipos de produtos químicos ou farmacêuticos estará sujeito ao controle da ANVISA- Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A Anvisa é o órgão responsável no Brasil por certificar se um produto está dentro das normas exigidas para não oferecer risco aos consumidores. Ela ocupa um papel muito importante para potencializar as chances de sucesso de uma empresa. É através da certificação da Anvisa que o mercado pode ter certeza se o produto oferece ou não riscos à segurança do consumidor. Nesse sentido, verifique se os produtos utilizados pela sua empresa estão certificados pela ANVISA. Muito importante: O registro de qualquer Representante Comercial conforme imposição da Lei 4886/65, alterada pela Lei 8420/92 é obrigatório, sob pena de incorrer no exercício ilegal da função, devendo o Representante Comercial registrar-se no Conselho Regional de onde encontra-se domiciliado no caso de Pessoa Física ou onde encontra-se sediada a empresa no caso de Pessoa Jurídica. Necessário fazer contato com o Conselho Regional do seu Estado (CORE). Documentos necessários para Pessoa Física: APRESENTAR XEROX: • IDENTIDADE; • CPF ; • TÍTULO DE ELEITOR E COMPROVANTE DE VOTO DA ÚLTIMA ELEIÇÃO; • CERTIFICADO DE SERVIÇO MILITAR ( até 45 anos); • COMPROVANTE DE RESIDÊNCIA (atualizado); • RECOLHIMENTO DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DO ANO EM EXERCÍCIO – PAGA. Para o registro de pessoa jurídica é necessário que se apresente ao CORE o seguinte: * Contrato Social (ou declaração de firma Individual); * Alterações contratuais (se existirem); * CNPJ; * Indicação do sócio responsável, que deverá apresentar: cópia da carteira de identidade, cópia do título de eleitor e do último comprovante de voto, 3 fotos 3×4 coloridas e sem data, cópia do CPF, cópia do comprovante de residência, cópia do certificado de reservista, documento ou declaração que indique o grupo (tipo) sanguíneo, prova da quitação das contribuições devidas ao sindicato da categoria. Quanto aos valores dos registros, em conformidade com a Lei 4886/65, os Conselhos Regionais dos Representantes Comerciais possuem autonomia administrativa, podendo cada Conselho Regional fixar as contribuições e os emolumentos que serão devidos pelos representantes comerciais.

Estrutura

A estrutura de uma representação comercial dependerá das características do trabalho a ser realizado, considerando os produtos, as exigências das empresas representadas, a região de atuação, o perfil dos clientes e outros fatores considerados relevantes. Para um negócio de pequeno porte, um pequeno escritório, que pode estar localizado na própria residência do empreendedor é suficiente. Aspectos de vital importância para o sucesso do negócio estão relacionados aos meios de comunicação. Um representante comercial deve contar com todo o aparato necessário para receber e enviar comunicações a qualquer tempo e de qualquer lugar. Um representante comercial deve considerar a possibilidade de se comunicar com os seus clientes através de todos os meios de comunicação disponíveis, desde os mais sofisticados até os mais arcaicos. Tudo vai depender das características dos produtos que representa e do perfil dos clientes com os quais realiza negócios. Como em qualquer outro empreendimento, os departamentos deverão ser separados da melhor forma para que seja possível conseguir a maior produtividade possível de cada colaborador. Quanto ao imóvel escolhido para instalação da empresa, ele deve oferecer a infraestrutura necessária para a instalação do negócio e, ainda, propiciar o seu crescimento. Dentre os aspectos de infra-estrutura que devem ser observados citamos a disponibilidade de internet banda larga, água, gás, eletricidade, rede de esgoto, vias de transportes e de comunicação etc. Cuidado com imóveis situados em locais sem ventilação, úmidos, sujeitos a inundações ou próximos às zonas de risco. Consulte a vizinhança a respeito.

Pessoal

A quantidade de profissionais está relacionada ao porte do empreendimento. Para um empreendimento de representação comercial de pequeno porte, o empreendedor poderá iniciar suas atividades contratando um profissional para o escritório (gerente/assistente), respondendo pelas atividades de recebimento e expedição de comunicações, atendimento às empresas representadas e aos clientes. O atendimento personalizado e qualificado é um item que merece a maior atenção do empresário. Esse tipo de negócio é construído em cima da reputação pessoal do representante comercial. A fidelização de clientes está diretamente relacionada com a credibilidade, confiança, ética, respeito e a capacidade de apresentar soluções para o sucesso do cliente. É muito importante estar sempre muito bem atualizado e sintonizado com as tendências futuras. O sucesso do representante, via de regra, depende do sucesso dos seus clientes. Para isso é necessário estar atualizado participando de cursos, seminários e congressos, além de conhecer profundamente os produtos, as empresas representadas e o mercado onde atua. Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações trabalhistas, evitando, assim, conseqüências desagradáveis. O Sebrae da localidade poderá ser consultado para aprofundar as orientações sobre o perfil do pessoal e o treinamento adequado. Dentre as principais atribuições de cada profissional podemos elencar: • Gerente: responsável pelas atividades administrativas, financeiras, de controle de estoque e da comercialização. Deve ter conhecimento da gestão do negócio,do processo produtivo e do mercado. Deve conhecer em profundidade o perfil dos clientes para definir o que comprar e quanto pagar.Pode ser o proprietário. • Vendedor: responsável pelo atendimento aos clientes e venda dos produtos. Suas principais qualidades devem ser: Conhecer em profundidade os produtos oferecidos; Entender as necessidades dos clientes; Conhecer a cultura e o funcionamento da empresa; Conhecer as tendências do mercado; Desenvolver relacionamentos duradouros com os clientes; Transmitir confiabilidade e carisma; Atualizar-se sobre as novidades do segmento; Zelar pelo bom atendimento após a compra. Ressalta-se ainda que o proprietário do negócio deverá estar presente em todas as operações da empresa, principalmente acompanhando a área de controle da qualidade do produto final, vendas e estoque, bem como a parte de gestão administrativo-financeira da empresa.

Equipamentos

Para iniciar uma representação comercial, são necessários, pelo menos, os recursos abaixo: – adaptação de sala comercial – 3.000,00 – microcomputador completo (1) – R$ 1.300,00; – notebook (1) – R$ 1.500,00; – impressora (1) – R$ 300,00; – telefone (1) – R$ 50,00; – fax (1) – R$ 450,00 – mesas (1) – R$ 250,00 – cadeiras (3) – R$ 360,00 – balcões, armários, prateleiras – R$ 2.800,00 – veiculo para visita aos clientes 1 – R$ 35.000,00

Matéria Prima/Mercadoria

A gestão de estoques no varejo é a procura do constante equilíbrio entre a oferta e a demanda. Este equilíbrio deve ser sistematicamente aferido através de, entre outros, os seguintes três importantes indicadores de desempenho:
Giro dos estoques: o giro dos estoques é um indicador do número de vezes em que o capital investido em estoques é recuperado através das vendas. Usualmente é medido em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado.
Obs.: Quanto maior for a freqüência de entregas dos fornecedores, logicamente em menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice de rotação de estoques. Cobertura dos estoques: o índice de cobertura dos estoques é a indicação do período de tempo que o estoque, em determinado momento, consegue cobrir as vendas futuras, sem que haja suprimento. Nível de serviço ao cliente: o indicador de nível de serviço ao cliente para o ambiente do varejo de pronta entrega, isto é, aquele segmento de negócio em que o cliente quer receber a mercadoria, ou serviço, imediatamente após a escolha; demonstra o número de oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, pelo fato de não existir a mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com prontidão.
Portanto, o estoque dos produtos deve ser mínimo, visando gerar o menor impacto na alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa.A matéria prima de uma empresa de representação comercial não se constitui em produtos físicos, mas de informações sobre as empresas representadas e dos benefícios que os produtos vendidos proporcionam. Competência profissional representa o maior bem no portfólio de produtos do representante comercial.

Organização do Processo Produtivo

O processo produtivo de uma empresa de representação comercial constitui-se de um conjunto de atividades necessárias ao alcance do objetivo organizacional. Visita ao cliente – as visitas aos clientes são precedidas de procedimentos que visam municiar o representante comercial de dados e informações sobre as empresas representadas, sobre os produtos e sobre as empresas e/ou clientes que serão abordados. O processo de representação envolve etapas de vendas, de comunicação das vendas aos fornecedores, de acompanhamento da remessa ao cliente e do monitoramento da satisfação dos clientes. Um representante comercial de sucesso dispõe de dados e informações sobre o mercado em que atua, estabelece metas para o seu desempenho e cria condições para alcança-las. Monitoração – o representante comercial acompanha todo o processo ocasionado a partir do fechamento da venda, monitora o caminho crítico do pedido até o fornecedor e controla os prazos de entrega ao cliente. Após a entrega verifica a conformidade entre o que foi pedido e o que foi entregue, bem como a qualidade dos produtos, o tíquete médio por cliente, toda a logística que envolve o transporte dos produtos, o que demanda contatos diretamente com a empresa representada e com os clientes. Mas, em suma, um representante comercial visita, repassa pedidos e monitora o atendimento aos clientes, durante a maior parte do seu tempo. É importante lembrar que um bom serviço de pós-venda pode garantir a longevidade do negócio. Estar sempre em contato com seus clientes garante que a empresa sempre será lembrada e recomendada.

Automação

A automação das atividades industriais/comerciais é um dos principais requisitos para uma participação mais competitiva de uma empresa no mercado nacional e internacional. Nesse sentido, é necessário manter sob controle e decisão um número crescente de aspectos relacionados com a produção e a venda, inclusive aqueles que estejam vinculados com as áreas: comercial, suprimento, estocagem, manutenção e logística. Há no mercado uma boa oferta de sistemas para gerenciamento de representação comercial. Para uma ótima produtividade os programas devem ter a opção de acesso através de computadores de mão – palmtops e handhelds. Os softwares possibilitam o cadastro de clientes, fornecedores, produtos, vendedores e transportadoras, controla a venda dos vendedores e suas comissões, agendamento e acompanhamento das visitas aos clientes, controle de comissões a pagar aos vendedores e a receber dos fornecedores, serviço de mala-direta para clientes e potenciais clientes, cadastro de móveis e equipamentos, controle de contas a pagar e a receber, fluxo de caixa, fechamento de caixa, folha de pagamento e etc. Deve-se procurar softwares de custo acessível e compatível com uma pequena empresa. Atualmente, existem diversos sistemas informatizados (softwares) que podem auxiliar o empreendedor na gestão de uma empresa (vide http://www.baixaki.com.brou http://www.superdownloads.com.br).Seguem algumas opções: • Hábil empresarial (gratuito); • PraticusGestão empresarial; • Gestão de Clientes (CRM) 2.10; • ASGestor empresarial 1.59; • Empresarial Master Plus 2.0(gratuito); • Empresarial Master Senior 2.0 (gratuito); • ExpressGestão de Tele-vendas (gratuito); • TOTUS FREE 70608(gratuito); • E muitas outras opções.

Canais de Distribuição

Os canais de distribuição são os meios utilizados pelas empresas para escoar sua produção e ofertar seus serviços. A importância dos canais de distribuição é fundamental e seu custo pode representar uma parcela considerável do preço final do produto vendido ao consumidor; os canais não só satisfazem a demanda através de produtos e serviços no local, em quantidade, qualidade e preço corretos, mas, também, têm papel fundamental no estímulo à demanda, através das atividades promocionais dos componentes ou equipamentos atacadistas, varejistas, representantes ou outros. O canal de distribuição dos serviços de uma empresa de representação comercial constitui-se da ação profissional exercida pelo empresário do ramo. Ele participa do caminho que leva o seu produto/serviço do início ao final do processo.

Investimento

Investimento consiste na aplicação de algum tipo de recurso esperando, um retorno superior aquele investido, em um determinado período de tempo. O investimento que deve ser feito em um empreendimento varia muito de acordo com seu porte. Para uma atividade de representação comercial de pequeno porte empreendedor deverá dispor de aproximadamente R$ 65.000,00 para fazer frente aos seguintes itens de investimento: – Mobiliário para a área administrativa – R$ 7.000,00; -adaptação de uma sala comercial – 3.000,00; – veículo para visita aos clientes – R$ 35.000,00; – despesas de registro da empresa, honorários profissionais, taxas etc.- R$ 3.000,00; – capital de giro para suportar o negócio nos primeiros meses de atividade – R$ 17.000,00. Os valores acima relacionados são apenas uma referência para constituição de um empreendimento dessa natureza. Para dados mais detalhados é necessário saber exatamente quais tipos de produtos serão comercializados pelo respresentante e qual o seu porte. Nesse sentido, aconselhamos ao empreendedor interessado em constituir esse negócio, a realização de levantamento mais detalhado sobre os potenciais investimentos depois de elaborado seu plano de negócio (para elaboração do plano de negócio procure o Sebrae do seu Estado). Além disso, os valores acima irão variar conforme a região geográfica que a empresa irá se instalar, da necessidade de reforma do imóvel, do tipo de mobiliário escolhido, etc.

Capital de Giro

Capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir fluidez dos ciclos de caixa. O capital de giro funciona com uma quantia imobilizada no caixa (inclusive banco) da empresa para suportar as oscilações de caixa.
O capital de giro é regulado pelos prazos praticados pela empresa, são eles: prazos médios recebidos de fornecedores (PMF); prazos médios de estocagem (PME) e prazos médios concedidos a clientes (PMCC).
Quanto maior o prazo concedido aos clientes e quanto maior o prazo de estocagem, maior será sua necessidade de capital de giro. Portanto, manter estoques mínimos regulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode melhorar muito a necessidade de imobilização de dinheiro em caixa.
Se o prazo médio recebido dos fornecedores de matéria-prima, mão-de-obra, aluguel, impostos e outros forem maiores que os prazos médios de estocagem somada ao prazo médio concedido ao cliente para pagamento dos produtos, a necessidade de capital de giro será positiva, ou seja, é necessária a manutenção de dinheiro disponível para suportar as oscilações de caixa. Neste caso um aumento de vendas implica também em um aumento de encaixe em capital de giro. Para tanto, o lucro apurado da empresa deve ser ao menos parcialmente reservado para complementar esta necessidade do caixa.
Se ocorrer o contrário, ou seja, os prazos recebidos dos fornecedores forem maiores que os prazos médios de estocagem e os prazos concedidos aos clientes para pagamento, a necessidade de capital de giro é negativa. Neste caso, deve-se atentar para quanto do dinheiro disponível em caixa é necessário para honrar compromissos de pagamentos futuros (fornecedores, impostos). Portanto, retiradas e imobilizações excessivas poderão fazer com que a empresa venha a ter problemas com seus pagamentos futuros.
Um fluxo de caixa, com previsão de saldos futuros de caixa deve ser implantado na empresa para a gestão competente da necessidade de capital de giro. Só assim as variações nas vendas e nos prazos praticados no mercado poderão ser geridas com precisão. No caso de uma representação comercial em razão da atividade limitar-se à intermediação não vendendo diretamente os produtos e recebendo apenas a comissão da representada, o empresário deve reservar em torno de 25% do total do investimento inicial para o capital de giro, considerando a demora na construção da base de clientes e o tempo no repasse de comissões.

Custos

São todos os gastos realizados na comercialização de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente ao preço dos produtos ou serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários, honorários profissionais, despesas de vendas, matéria-prima e insumos consumidos no processo de produção. O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra, produção e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio, indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como ponto fundamental à redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio. Os custos para abrir uma representação comercial de pequeno porte devem ser estimados considerando-se os itens abaixo: 1. salários, comissões e encargos: R$ 4.500,00* 2. tributos, impostos, contribuições e taxas: R$ 1.500,00 3. aluguel, taxa de condomínio, segurança: R$ 1.200,00 4. água, luz, telefone e acesso a internet: R$ 500,00 5. serviços de limpeza, higiene, manutenção e segurança: R$ 400,00 6. assessoria contábil: R$ 400,00 7. propaganda e publicidade da empresa R$ 2.000,00 Custos mensais: R$ 10.500,00 Lembramos que estes custos são baseados em estimativas para uma empresa de pequeno porte. Aconselhamos ao empresário que queira abrir um negócio dessa natureza a elaboração de um plano de negócio com a ajuda do Sebrae do seu estado no sentido de estimar os custos exatos do seu empreendimento conforme o porte e os serviços oferecidos. * Lembramos que os representantes comerciais, geralmente, são remunerados por comissão proporcional às vendas realizadas. Nesse sentido, o valor de sálarios e comissões é muito variável.

Diversificação/Agregação de Valor

Agregar valor é dar um salto de qualidade em uma ou mais características do produto ou serviço, que de fato são relevantes para a escolha do consumidor. Não basta possuir algo que os produtos concorrentes não oferecem. É necessário que esse algo a mais seja reconhecido pelo cliente como uma vantagem competitiva e aumente o seu nível de satisfação com o produto ou serviço prestado. Além disso, para agregar valor, não basta reduzir custos, é preciso conhecer bem o mercado no qual a empresa atua, bem como as preferências dos clientes. A diversificação se dá pela oferta de serviços inovadores e de qualidade. É fundamental portanto representar uma variedade relativa de produtos que tenham ampla aceitação e proporcionar serviços que possuam alto valor agregado como visitas e entregas no local do cliente, atendimento personalizado e antecipação às necessidades do cliente através do acompanhamento e monitoramento de todo o processo. Confiabilidade, credibilidade, comportamento ético e interesse pelas causas dos clientes costumam resultar em fidelização e relacionamento duradouro entre o representante comercial e sua clientela. Oferecer produtos que possuam itens inovadores é importante para cativar e chamar a atenção do cliente. É fundamental conhecer profundamente o perfil e as necessidades dos clientes, para ofertar pacotes de produtos com alto valor agregado. É importante pesquisar junto aos concorrentes para conhecer os serviços que estão sendo adicionados e desenvolver opções específicas com o objetivo de proporcionar ao cliente um produto diferenciado. Além disso, conversar com os clientes atuais para identificar suas expectativas é muito importante para o desenvolvimento de novos serviços ou do atendimento personalizado, o que amplia as possibilidades de fidelizar os atuais clientes, além de cativar novos. O empreendedor deve manter-se sempre atualizado com as novas tendências, novas técnicas, novos utensílios e produtos, através da leitura de colunas de jornais e revistas especializados, programas de televisão ou através da Internet.

Divulgação

Os meios para divulgação de uma representação comercial variam de acordo com o porte e o público-alvo escolhido. Negócios dessa natureza requerem contato pessoal e ainda são valorizados os atributos atitudinais e comportamentais dos representantes. Nos primeiros meses de existência da empresa é fundamental o contato pessoal. Com o crescimento da confiança por parte dos clientes os pedidos passam a ser realizados por telefone ou internet. Determinados tipos de representações funcionam muito bem apenas pela internet, desde que o projeto seja realizado dentro de princípios adequados ao modelo de comércio eletrônico. A divulgação através de site na internet nos dias atuais passa a ser um item fundamental para a promoção do negócio, pois cada vez mais as empresas e pessoas físicas consultam a internet para resolver problemas, procurar produtos e soluções para as suas demandas. Na medida do interesse e das possibilidades, poderão ser utilizados anúncios em jornais de grande circulação, revistas e outdoor. Se for de interesse do empreendedor, um profissional de marketing e comunicação poderá ser contratado para desenvolver campanha específica.

Informações Fiscais e Tributárias

O segmento de REPRESENTANTE COMERCIAL, assim entendido pela CNAE/IBGE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) 4619-2/00 como atividade de exploração de representantes comerciais e agentes do comércio de mercadorias em geral, isto é, sem predominância de mercadorias ou grupo de mercadorias específicas, não poderá optar pelo SIMPLES Nacional – Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas ME (Microempresas) e EPP (Empresas de Pequeno Porte), instituído pela Lei Complementar nº 123/2006, por se enquadrar como atividade vedada na Lei Compl. 123/2006, consolidada pela RCGSN 94/2011.

Neste segmento temos as seguintes opções tributárias:

Lucro Presumido: É o lucro que se presume através da receita bruta de vendas de mercadorias e/ou prestação de serviços. Trata-se de uma forma de tributação simplificada utilizada para determinar a base de cálculo do Imposto de Renda (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Liquido (CSLL) das pessoas jurídicas que não estiverem obrigadas à apuração pelo Lucro Real. Nesse regime, a apuração do imposto de Renda e da Contribuição Social é feita trimestralmente.

A base de cálculo para determinação do valor presumido para o IRPJ é de 32% e para a CSLL é de 12%, sobre a receita bruta, para a atividade de escritório de consultoria. Sobre o resultado da base de calculo (Receita Bruta x 32%), aplica-se as alíquotas de:

IRPJ – 15%, para determinação do IRPJ. Poderá haver um adicional de 10% para a parcela do lucro que exceder o valor de R$ 20.000,00, no mês, ou R$ 60.000,00, no trimestre, uma vez que o imposto é apurado trimestralmente;
CSLL – 9%, para determinação da CSLL. Não há adicional de imposto.
Ainda incidem sobre a receita bruta os seguintes impostos, que são apurados mensalmente:

PIS – 0,65% – sobre a receita bruta total;
COFINS – 3% – sobre a receita bruta total.

Lucro Real: É o lucro líquido do período de apuração ajustado pelas adições, exclusões ou compensações estabelecidas em nossa legislação tributária. Este sistema é o mais complexo, que deverá ser muito bem avaliado por um contador, quanto a sua aplicação neste segmento. As alíquotas para este tipo de tributação são:

IRPJ – 15% sobre a base de cálculo (lucro líquido). Haverá um adicional de 10% para a parcela do lucro que exceder o valor de R$ 20.000,00, multiplicado pelo número de meses do período. O imposto poderá ser determinado trimestralmente ou com opção do Lucro estimado mensalmente e apuração anual;

CSLL – 9%, determinada nas mesmas condições do IRPJ;
PIS – 1,65% – sobre a receita bruta total, compensável;
COFINS – 7,65% – sobre a receita bruta total, compensável.

Neste caso o PIS (Programa de Integração Social) e a Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) é não cumulativo, sendo permitido o aproveitamento do crédito no mesmo percentual, nas aquisições dos produtos.

Fundamentos Legais: Leis 9249/1995 (com as alterações posteriores).
ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços) será devido conforme legislação vigente em cada estado.

Eventos

Seguem algumas feiras e eventos relacionados ao setor comércio em 2011. FORIND NORDESTE 3ª Feira de Fornecedores Industriais da Região Nordeste Centro de Convenções de Pernambuco Olinda – PE 12 a 14 de abril SUPERVENDAS 3º Encontro de Negócios dos Atacadistas, Distribuidores, Supermercadistas e Automação Comercial de Sergipe Centro de Convenções de SergipeAracajú – SE 13 a 15 de abril BRASILSHOP SUDESTE 11ª Feira e Congresso Internacional do Varejo Expo Center NorteSão Paulo – SP 15 a 18 de junho ABAD 2011 – Edição Recife 31ª Feira e Convenção Anual do Comércio Atacadista Distribuidor e Sweet Brazil International Centro de Convenções de Pernambuco Olinda – PE 08 a 11 de agosto ENCONTRO NACIONAL DE CANAIS DE COMERCIALIZAÇÃO Centro de Negócios do SEBRAE/CE 25 a 28 de outubro Feira do Mercado Promocional – Brazil Promotion Evento anual. Local: Transamérica Expo Center – São Paulo-SP www.brazilpromotion.com.br/ É importante lembrar que o empreendedor também deve estar presente nas feiras e eventos relacionados a atividade comercial que ele representa. Para maiores informações sobre eventos consulte o site: http://www.confere.o rg.br/eventos.html

Entidades em Geral

Conselho Federal dos Representantes Comerciais – CONFERE Rua Graça Aranha, 416, quarto andar – Rio de Janeiro – RJ CEP 20030-001 (21) 2533-8130 www.confere.org.br/ Procurar na localidade: Sindicatos dos Representantes Comerciais e das Empresas de Representação Comercial. Alguns Fornecedores / Fabricantes SoftService projeto de sistemas e serviços ltda Caixa Postal, 1943 – Pirituba – São Paulo-SP CEP 06890-000 (11) 4686-3374/4686-3375 www.softservice.commodulesnews Obs.: Pesquisa na internet indicará outros fornecedores de produtos para Representação Comercial, que poderão estar localizados mais próximos ao local de instalação do negócio. Cursos Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) http://www.senac.br/

Normas Técnicas

Não existem normas técnicas específicas que regulamentem este segmento empresarial. As normas técnicas são documentos de uso voluntário, utilizados como importantes referências para o mercado. As normas técnicas podem estabelecer requisitos de qualidade, de desempenho, de segurança (seja no fornecimento de algo, no seu uso ou mesmo na sua destinação final), mas também podem estabelecer procedimentos, padronizar formas, dimensões, tipos, usos, fixar classificações ou terminologias e glossários, definir a maneira de medir ou determinar as características, como os métodos de ensaio. As normas técnicas são publicadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. O empreendedor deverá verificar as normas técnicas da ABNT relacionadas com os produtos que farão parte do seu catálogo. A norma técnica NBR ISO 10002 – Gestão da Qualidade – Satisfação do Cliente. – Diretrizes para o tratamento de reclamações nas organizações – é aplicável às empresas de representação comercial.

Glossário

Os termos abaixo foram extraídos do site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal Concorrência: corresponde à situação de um mercado em que os diferentes produtores/vendedores de um determinado bem ou serviço atuam de forma independente face aos compradores/consumidores, com vista a alcançar um objetivo para o seu negócio – lucros, vendas e/ou quota de mercado – utilizando diferentes instrumentos, tais como os preços, a qualidade dos produtos, os serviços após venda. Comércio Atacadista: Venda por atacado é a forma de comercialização de grandes quantidades de produtos. Tais produtos são mais baratos por serem principalmente destinados a lojistas e comerciantes. Em geral, este sistema necessita de elos em sequência na cadeia de suprimentos, passando pelo comércio varejista. Comércio Varejista: Varejo é a venda de produtos ou a comercialização de serviços em pequenas quantidades, ao contrário do que acontece na venda por atacado. É a venda a retalho, como por partes de um todo, direta ao comprador final, consumidor do produto ou serviço, sem intermediários. Estudo de mercado: é um conjunto de atividades orientadas para antever as vendas e os preços de certo produto com a finalidade de estimar as receitas futuras e verificar às possibilidades de obter resultados compensadores tanto para investimentos empresariais quanto para investimentos públicos. Os objetivos de um estudo de mercado são garantir a elevação efetiva da qualidade de vida, observadas as condições da concessão e garantir a obtenção do lucro. Marketing: é o conjunto de métodos e atividades relacionadas com o fluxo de bens e serviços do produtor para o consumidor. Corresponde à implantação da estratégia comercial, que abrange um leque muito abrangente de atividades, desde o estudo de mercado, promoção, publicidade,vendas e assistência pós-venda.

Dicas de Negócio

Para quem quer entrar e principalmente permanecer no mundo das vendas, é imprescindível ser um profissional atuante e experiente com participação em treinamentos, palestras e cursos sobre o assunto, ter cursado Administração de Empresas ou Marketing pode ajudar, ter bons conhecimentos de informática e tecnologia, além de estar atento às tendências de mercado com leitura de jornais e revistas especializadas. – É importante, para se tornar mais competitivo, dimensionar o conjunto de serviços que serão agregados; avaliar o custo-benefício desses serviços é vital para a sobrevivência do negócio, porque pode representar um elevado custo sem geração do mesmo volume de receitas. – Investir na qualidade global de atendimento ao cliente, ou seja: qualidade do serviço, ambiente agradável, profissionais atenciosos, respeitosos e interessados pelo cliente. – Procurar fidelizar a clientela com ações de pós-venda, como: remessa de cartões de aniversário, comunicação de novos serviços e novos produtos ofertados, contato telefônico lembrando eventos e promoções. – O empreendedor deve estar sintonizado com a evolução do setor, pois esse é um negócio que requer inovação e adaptação constantes, em face das novas tendências que surgem dia-a-dia. Um bom acompanhamento de mercado, com monitoramento dos concorrentes, das tendências do setor, das inovações de produtos e a participação em feiras e eventos, podem ser ferramentas valiosas para a determinação de estratégias competitivitas para o negócio.

Características

Dentre as principais características mais importantes que um bom representante comercial deve ter, podemos destacar: Honrar os compromissos que assumiu com a(s) empresa(s) contratada(s) de vender seus produtos ou serviços; manter uma boa imagem das suas vendas perante os clientes; fazer visitas regulares e periódicas aos clientes; manter atualizada sua carteira de clientes e conhecer os procedimentos legais de crédito, compra, vendas, produção, expedição e entrega. Além disso, são características apreciáveis: Ótima habilidade de vendas, boa comunicação, saber planejar-se, gerenciar bem o seu tempo, ser organizado, ter conceitos básicos de contabilidade e finanças e principalmente saber construir relacionamentos de modo a desenvolver parcerias de longa duração. O empreendedor envolvido com atividades relacionadas às atividades de representação comercial precisa adequar-se a um perfil que o mantenha na vanguarda do setor. É aconselhável uma auto-análise para verificar qual a situação do futuro empreendedor frente a esse conjunto de características e identificar oportunidades de desenvolvimento. A seguir, mais algumas características desejáveis ao empresário desse ramo. – Ter paixão pela atividade e conhecer bem o ramo de negócio. – Pesquisar e observar permanentemente o mercado em que está instalado, promovendo ajustes e adaptações no negócio. – Ter atitude e iniciativa para promover as mudanças necessárias. – Acompanhar o desempenho dos concorrentes. – Saber administrar todas as áreas internas da empresa. – Saber negociar, vender benefícios e manter clientes satisfeitos. – Ter visão clara de onde quer chegar. – Planejar e acompanhar o desempenho da empresa. – Ser persistente e não desistir dos seus objetivos. – Manter o foco definido para a atividade empresarial. – Ter coragem para assumir riscos calculados. – Estar sempre disposto a inovar e promover mudanças. – Ter grande capacidade para perceber novas oportunidades e agir rapidamente para aproveitá-las. – Ter habilidade para liderar a equipe de profissionais da empresa de representação comercial. É importante ressaltar que pesquisando e observando seus concorrentes, conhecendo bem o gosto de seus clientes, o empreendedor conseguirá desenvolver novos projetos e novos produtos para dilatar o seu mercado consumidor.

Bibliografia

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Fonte: http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ideias/Como-montar-um-servi%C3%A7o-de-representa%C3%A7%C3%A3o-comercial

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